terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Fale-me de Amor

FALE-ME DE AMOR
*Marlene Constantino*

Vem, mude o verbo, fale de amor
tire o fel, dos teus lábios quero o mel.
Adoce a vida, apazigue em mim a dor.

Vem, mude a direção, contorne, retorne,
há bocas de leões ferozes, famintas,
que povoam campos abertos, minados.

Vem mude o verbo, fale de amor,
fale do essêncial submerso no mar,
da luz, que acende a chama da intuição.

Vem a mim doce, suave pluma, liberto,
desperto em nuvem, em flutuante poesia.
Quero-te em mim cálido, aberto em flor

no contorno dos lábios, na íris do olhar,
embevecida na alma a tua luz cristalina.
Vem mude o verbo e fale-me de amor.

Um comentário:

Usuale disse...

Soneto do Amor

Este infinito amor de um ano faz
Que é maior do que o tempo e do que tudo
Este amor que é real e que contudo
Eu já não cria que existisse mais.

Este amor que surgiu insuspeitado
E que dentro do drama fez-se em paz
Este amor que é túmulo onde jaz
Meu corpo para sempre sepultado.

Este amor meu é como um rio; um rio
Noturno, interminável e tardio
A deslizar macio pelo ermo...

E que em seu curso sideral me leva
Iluminado de paixão na treva
Para o espaço sem fim de um mar sem termo.


Autor: (Vinícius de Moraes)

Foi retirado pelo site:

http://www.ziipi.com/result?pesquisa=poesia+de+amor