quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

PELA PAZ!

A arte literária é conseqüência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.

Aparecido Donizetti Hernandez



PELA PAZ!

Aparecido Donizetti Hernandez


No dia 1º de Janeiro comemoramos o início de um novo ano e celebramos o Dia Internacional da Paz.
Por ser o dia da Paz, elevemos nosso pedido para que encontremos a própria paz interior.
Estando em paz com nós mesmos poderemos talvez um dia ter a paz no mundo.
Sendo o início de um novo ciclo, desejo-lhe um ano de encontros e reencontros,
um ano de construção da esperança e de realização de sua própria paz.
Que você esteja em paz!




Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez

MUNDOS REGENERADORES

Via Lácte: Jorge Cardenas

MUNDOS REGENERADORES

Entre essas estrelas que cintilam na abóboda azulada, quantos mundos há como o nosso, designados pelo Senhor para a expiação e a prova! Mas há também mais miseráveis e melhores, como há transitórios que se podem chamar de regeneradores. Cada turbilhão, planetário, correndo no espaço ao redor de um foco comum, arrasta consigo seus mundos primitivos de exílio, de prova, de regeneração e de felicidade. Já vos falaram desses mundos onde a alma nascente é colocada, quando, ignorante ainda do bem e do mal, pode caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse de seu livre arbítrio; já vos foi dito de que imensas faculdades a alma está dotada para fazer o bem; mas, ah! existem as que sucumbem, e Deus, não querendo seu aniquilamento, lhes permite ir para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, se regeneram, e se tornarão dignas da glória que lhes estava reservada.


O ENVAGELHO SEGUNDO O ESPERITISMO
Capítulo III - página 55

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL E O DIA INTERNACIONAL DA PAZ DE PAZ

FOTO: Lilian Andrade
Nós da família Ros Hernandez, desejamos que durante este final do ano de 2009, e o linear do início de 2010, estejam acompanhados dos parentes queridos e amigos escolhidos.
Que a Vela aberta que conduz o barco de vossas vidas, sempre os conduzam por águas serenas, e que sempre mantenham “A mente quieta a espinha ereta e o coração tranqüilo” (Walter Franco)

Pedro Manoel Ros Hernandez
Maria do Carmo de Oliveira Ros Hernandez
Aparecido Donizetti Hernandez


Dezembro de 2009



quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

FLAUTISTA


Flautista





Perfumes de flores encantavam o ambiente
Paz profunda sentia-se somente
Ruídos vinham de águas correntes
De um lago azul, majestoso, reluzente

Uma cigana que percorria o caminho
Encantada com a beleza do lugar encontrado
Parou para descansar e observar com fascínio
A estranha sensação que seu corpo demonstrava

E eis que ao longe
Ouve-se suave cantiga
Sons que provinham de um anjo
Despertando desejos na alma adormecida

Seguindo seu coração
Palpitante e tremula pela emoção
Quis ela descobrir a razão
De tão suave melodia fazê-la sentir comoção

Sons inebriantes agora se ouvem mais altos
Seus pés pisam o chão, suave como as nuvens
E assim indo ao encontro daquele arauto
Desbravador, de muitas virtudes

Seus olhos se cruzam
Um só coração
Um só pensamento
Uma só consciência

O cigano que a canção tocava
Usando um instrumento de notas suaves
Sua flauta doce encantava
A cigana que terras distantes habitava

Percorreram então os dois ciganos
Mundos de imantação superiores
Terras de sonhos e emoções latejantes
Vivendo, sonhando, juntando corações errantes!!

Jade Camargo

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

TÂNIA SUELI



TÂNIA SUELI


Tantas vezes tentei encontrar o
Amor, procurei... procurei...
Nunca encontrei!
Instintivamente onde encontrar o
Amor!

Sublime pode ser o amor, mas onde
Urgentemente encontrar um amor que me
Eleve aos céus me
Liberte e me
Inspire


Aparecido Donizetti Hernandez
21/dezembro/2009 – 03h41




domingo, 20 de dezembro de 2009

ANJOS DO SENHOR

Cristo Psicografado



ANJOS DO SENHOR

Os anjos do Senhor formam legiões,
Legiões que combatem o mau.

Anjos que instruíram os profetas para escreverem as Sagradas Escrituras,
Anjos que conduziram o povo Hebreu da escravidão da África egípcia
Ao retorno à Terra Prometida.

Anjos do Senhor em legiões conduziram Moisés e seu povo,
Anjos do Senhor que dividiram as Doze tribos de Judá e Israel,
Para a Glorificação do Reino do Senhor!

Anjos do Senhor que impediram a construção da Torre de Babel,
Criando múltiplos idiomas, o Homem está a serviço do Senhor!

Anjos, Arcanjos e Querubins formam as legiões do Senhor,
Em seu Nome orientação e instruem os Homens.

Anjos do Senhor que trouxeram boas novas a Maria e convenceram José,
Que Emmanuel estava por vir do ventre de Maria,
Concebido pelo Espírito Santo e chamar-se-ia Jesus, o Cristo!

Anjos do Senhor que conduziram Maria e José ao exílio,
E na manjedoura embalaram os primeiros suspiros do Salvador.

Mudaram os destinos da Humanidade, trazendo Deus feito Homem,
Para pregar o carinho, o amor, a compreensão e a tolerância entre os homens.

Anjos do Senhor que inspiram os poetas e a sensibilidade humana,
Anjos do Senhor em legiões protejam nós de nós mesmos...


Aparecido Donizetti Hernandez

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A Rosa

Foto: Lilian Regina de Andrade

A ROSA


Com um lindo beija-flor
A rosa sempre sonhava
Que a beijava com amor
E à ela se declarava

Mas um dia de muita chuva
Ele não aparecia
A rosa chorava
Ah com a rosa sofria

O dia foi passando
E a noite apareceu
Cobriu a rosa de pranto
Como essa rosa sofreu

Aquela noite de tristeza
De saudades e amargura
Perdia a rosa sua beleza
E toda sua candura

Autora:Iracema Rosolem
Professora iracemarosolem
Publicado no Recanto das Letras em 15/12/2009
Código do texto: T1979621

sábado, 12 de dezembro de 2009

I SARAU MARCAS POÉTICAS

I SARAU MARCAS POÉTICAS
Nesse Domingo
13 de dezembro
Das
10h00 às 20h00
SPAÇO ZIGGY
Ao lado da Estação CPTM Engenheiro Cardoso-Vitápolis
Itapevi-SP

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

por onde anda o amor?

Por Onde Anda o Amor?


O amor fala?
Se fala, o que ele diz?


Talvez ele não diga nada,
e queira apenas
se manifestar no silêncio.


Ele pode ser âncora
para um coração
aventureiro.


Ele pode ser esperança
para um coração
amargurado.


Ele pode ser antídoto
para um coração
envenenado pelo egoísmo.


O amor pode salvar
uma vida.


O amor pode mudar
a SUA vida.


*Cláudia Banegas*

Um barco

Um barco de estrelas
perdeu-se nas nuvens
e se escondeu no mar.

Raimundo Lonato

Pensei em você


PENSEI EM VOCÊ

Imagino sua face
e uma frase vem a mente
as palavras distorcidas
pra que sejam remontadas
docemente na poesia
descrevendo a magia
que abrange seu olhar
com o poder de manobrar
minhas açoes
meus pensamentos
pois demonstra em sentimentos
que os momentos
das paixões ainda existem
e consistem plenamente
de um sublime romantismo
não extinto pelo tempo
que eu contemplo
varias vezes em um dia
carregado de erotismo
e da sua rebeldia
em um meigo atrevimento
onde fala o que pensa
a sentença
é o dom de conquistar
e a esperança
de quem sabe
ser propensa a amar .


claudio f. santos

Carregue meu coração...

Carregue meu coração...
Não quero esse amor passeando por aí de forma tão breve.
Ele é simples.
Arrume uma carona, um espaço, um cantinho...
Mas carregue esse coração que é teu
...é leve!

Andréa Maia

Cda um que passa em nossa vida

CADA UM QUE PASSA EM NOSSA VIDA


Cada um que passa em nossa vida
Passa sozinho...
Porque cada pessoa é única para nós,
E nenhuma substitui a outra.
Cada um que passa em nossa vida
Passa sozinho,
Mas não vai só...
Leva um pouco de nós mesmos
E nos deixa um pouco de si mesmos.
Há os que levam muito,
Mas não há os que não levam nada.
Há os que deixam muito,
Mas não há os que não deixam nada.
Esta é a mais bela realidade da vida...
A prova tremenda de que cada um é importante
E que ninguém se aproxima do outro por acaso...

Saint Exupery


"Só conseguimos perceber
a doçura dos outros,
quando há mel dentro de nós!"


(Arnalda Rabelo)

Durante anos...


Durante muitos anos
esperamos encontrar alguém
que nos compreenda,
alguém que nos aceite como somos,
capaz de nos oferecer felicidade
apesar das duras provas.
Apenas ontem descobri
que esse mágico alguém
é o rosto que vemos no espelho
.

( Richard Bach )

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

CAPITÃO

CAPITÃO



Ao lado do terreiro de secagem dos lindos frutos do café...
Café de grande labuta para serem colhidos,
Coroar, limpar cuidar...
Cuidar... colher, peneirar e secar...

Esperar uma florada vingar os frutos,
Esperando uma boa colheita.
Lá estava ao lado do terreirão de café: o jardim, o canteiro de capitães,
O xodó de minha Nona Amélia.

Lá estavam as lindas borboletas multicoloridas,
Lá estava a borboleta Capitão
Nas multicoloridas flores de Capitães...
Lindíssima, colorida, grande e me atraia,

Minha preferida para apanhar na peneira...
Peneira de abanar café.
Quantas broncas por amassar os capitães!
Eu, a peneira, os capitães e a borboleta Capitão...
E as doces e meigas broncas de Nona Amélia de Jesus...
E o terreiraõ de café!

Aparecido Donizetti Hernandez

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

TRISTEZA


FOTO: Aparecido Donizetti Hernandez
TRISTEZA

Virgínia Victorino

Nos dias de tristeza, quando alguém
Nos pergunta, baixinho, o que é que temos,
Às vezes, nem sequer nós respondemos:
Faz-nos mal a pergunta, em vez de bem.

Nos dias dolorosos e supremos,
Sabe-se lá donde a tristeza vem?!...
Calamo-nos. Pedimos que ninguém
Pergunte pelo mal de que sofremos...

Mas, quem é livre de contradições?!
Quem pode ler em nossos
corações?!...
Ó mistério, que em toda parte existes...

Pois, haverá
desgosto mais profundo
Do que este de não se ter alguém no mundo
Que nos
pergunte por que estamos tristes?!
http:marcaspoeticas.ning.com/

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Poetas Del Mundo em São Paulo

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!
I ENCONTRO DOS POETAS DEL MUNDO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Casa das Rosas - 21 de novembro de 2009
Pela primeira vez, o estado de São Paulo, reuniu Poetas Del Mundo, em um dos mais nobres espaços culturais, do País, a Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.

Tendo como Embaixadora para o Brasil e Sub-Secretária para as Américas dos Poetas Del Mundo, a advogada Delasnieve Daspet na linha de frente, o encontro anual dos integrantes do Movimento Poetas Del Mundo, tornou-se evento tradicional no Brasil, e se dá em todos os estados brasileiros, há quatro anos, sendo praticado nos 119 (cento e dezenove) Países associados ao Movimento.

Chegando de Santiago do Chile, o evento paulista, contou com a presença de Luis Arias Manzo, premiadíssimo poeta, escritor e Fundador do Movimento Poetas Del Mundo, onde falou dos ideais do movimento e sobre as atividades da entidade no mundo.


Outra figura de destaque internacional, a apresentadora de televisão Lusophonie TV, Produtora, jornalista e apresentadora do programa ALÔ, BRASIL! Na Rádio Francesa Arc en Ciel de Orléans, Diva Pavesi. A brasileira, que no movimento poetas Del mundo é embaixadora na França, versou sobre o tema: O ano da França no Brasil.
O Itapeviense Aparecido Donizetti Hernandez esteve presente ao evento do início ao fim, ressaltando que o manifesto de Poetas Del Mundo, elaborado no encontro paulista é riquíssimo e contundente pela Paz Mundial e pelos direitos e dignidade humana.


Muito além de um encontro, reunindo importantes nomes da poesia e da literatura, que integram o Movimento Poetas Del Mundo, o evento teve o intuito de promover ações que possam despertar a atenção do mercado editorial, buscando respostas que vão desde “o saber porque” da poesia não representar um produto comercial interessante, até os bastidores da mídia, que pouco se interessam em divulgar poetas e poesias.

Organizado pela jornalista, e Cônsul dos Poetas Del Mundo de São Paulo, Elizabeth Misciasci e secundada pela Cônsul Poetas Del Mundo Bela Vista SP, Dora Dimolitsas, o evento contou ainda com as presenças em debates, de literatos, jornalistas, editores e educadores

O Movimento Poetas Del Mundo, é, sobretudo, o encontro dos povos pela palavra e com a palavra de poetas do mundo, que unidos num mesmo propósito, buscam através da arte poética, clamar e proclamar em defesa da humanidade e da vida no planeta.

O movimento nasceu em 2005, em Santiago, Chile, pelas mãos do escritor e poeta Luis Arias Manzo com o propósito maior de agregar esforços e talentos na inquietude do trabalho contínuo, para a Paz e pela Paz mundial.

Presente hoje em (cento e dezenove) 119 Países, o movimento conta com embaixadores nos países membros, cônsules nos estados e municípios e associados, que somam mais de seis mil integrantes. Seu manifesto universal é um vigoroso apelo em favor da vida e pela união entre os povos.




Casa das Rosas-Av.Paulista, 37 -São Paulo-SP-Foto:Aparecido Donizetti Hernandez

domingo, 22 de novembro de 2009

MANIFESTO UNIVERSAL DOS POETAS DEL MUNDO

I ENCONTRO DOS POETAS DEL MUNDO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Foto: Aparecido Donizetti Hernandez
21 de novembro de 2009
Casas das Rosas
Av. Paulista nº 37 -São Paulo-SP
Uma das ultimas mansões preservadas Projeta por Ramos de Azevedo.


MANIFESTO UNIVERSAL DOS POETAS DO MUNDO

Poetas do Mundo, é chegada a hora exata para unir nossas forças na defesa da continuação da vida: somos guerreiros da paz e mensageiros dessa nova história para da humanidade. Somos os poetas da luz – veículo que nos conduz para levar o chamado de alerta de que não podemos nos furtar. Atravessamos a morte de um período degenerado das eras, e assistiremos o nascimento de uma NOVA ERA – para a qual, nós, os poetas, recebemos nossos dons, nossas missões e obrigações. A humanidade vive momentos decisivos de luta pela sobrevivência, mas ainda não acordou para o fato de estar caminhando rumo a um precipício, direto para a extinção. Urge que tomemos o leme e mudemos o caminho para a elevação coletiva, para que recuperemos o patrimônio da vida como dom universal e direito de todos. Desde os mais remotos tempos que o homem pode recordar, é sabido que a existência humana depara-se com os desafios de viver e progredir, enfrentados com escolhas que trouxeram e trazem a degradação do ambiente natural.


O homem fez disso um confronto, uma batalha e apenas se preocupou em vencer, como qualquer mercenário numa guerra, a qualquer preço, apenas assegurando para si a sobrevivência momentânea – sem pensar nos prejuízos que seriam deixados às gerações futuras, nem sequer nas conseqüências em curto prazo. E assim tem sido, a satisfação instantânea da necessidade de sobrevivência ou da ganância do homem tem gerado e lançado sobre todos, homens e mulheres, as mais terríveis catástrofes. O homem em seu afã de ser mais, de crescer e crescer sempre e desmedidamente, degrada o planeta até os limites da exaustão dos recursos naturais conhecidos, leva à extinção até o que nem chegamos a conhecer – num jogo de ambição que coloca em risco a existência do próprio homem como espécie. Por este querer sempre MAIS, a humanidade não só esgota as riquezas materiais do planeta, como também os bens humanos, transformando um a um em desesperado e criminoso, a ponto de nos matarmos uns aos outros para sobreviver, ou para alcançar ascensão e glória... Ou simplesmente para dizer: SOU, e SOU MAIS que você... Assim como exaurimos o planeta dia após dia, consumindo os recursos naturais e humanos, ainda somos capazes de construir armas de destruição em massa, que podem levar ao extermínio da humanidade em poucas horas. Isso tudo num cenário em que a supremacia e o poder concentram-se sempre nas mesmas mãos, dos mesmos impérios, que não são capazes de sequer olhar pelos semelhantes que morrem na miséria, apesar de atingirem a riqueza absoluta. Se os Homens e Mulheres não mudarem de rumo, E AGORA, as próximas gerações terão sólidas razões para nos odiar. E é nossa esperança de que isso é possível, porque o caos moral, político [guerras infames], econômico [o ser humano transformado em bem, escravizado pelo dinheiro], tudo isso é manifestação do “PARTO DA HISTÓRIA” – assim como uma mulher quando dá a luz a um bebê tem em si muitas dores; a história mesma anuncia o nascimento de uma NOVA ERA.
1 – Diante desta azáfama pelo domínio absoluto, que nos levará inevitavelmente à autodestruição [se não for impedida]; diante de tamanha barbárie, muitos já acordaram no susto quanto ao destino cruel que a humanidade constrói para si mesmo. Ao tempo que outros abrem os olhos à luz da anunciação dos novos tempos, de que os Poetas do Mundo são também portadores e empreenderão por isso e para isso o caminho do protesto; e da construção de um novo amanhecer, do raiar da libertação definitiva do homem.

2 – Os Poetas do Mundo, não todos, somente os Poetas do Mundo – porque não são todos os poetas do mundo que estão dispostos a dizer: não sou, SOMOS. Nós, os que estamos dispostos a abandonar o ego que nos mata; nós que somos capazes de olhar com IGUALDADE, iniciamos a cavalgada coletiva através do mundo e colocamos a arte da Poesia a serviço da humanidade.

3 – Ser poeta não significa simplesmente escrever bonitas poesias, a POESIA não é mero objeto de decoração. Temos que VIVÊ-LA e vivê-la não significa somente senti-la, temos que praticá-la. E praticá-la é a missão, a obrigação e a competência de todos os dias para os Poetas do Mundo.

4 – Ser Poeta do Mundo é um desafio maior. Ser Poeta do Mundo é assumir este manifesto por essência; é avocar a defesa da vida, do amor, da diversidade, da liberdade. E ser capaz de bradar: dou minha vida para a VIDA, pois amo minha vida. Por isso dizemos BASTA de estupidez, BASTA de egos; que não contribuem para crescimento coletivo, nem pessoal. Nossa arte nasce a serviço da preservação da humanidade.

5 – Ser Poeta do Mundo é atravessar os meandros da natureza humana, em busca da perfeição e do crescimento lícito da vida, cada um buscando o máximo de suas capacidades e possibilidades. E é por isso que não seremos passivos diante dos crimes que se cometem diariamente sob discursos falsos de liberdade e direito. Levantemos nossas vozes como um raio de luz e façamos tremer os covardes; a palavra é a melhor arma, que amedronta os assassinos; a palavra estremece as mãos dos opressores e assim derruba os petrechos de morte que carregam consigo.

6 – Declaramos e doamos o valioso aporte – subsídios morais e sociais – dos poetas do mundo para o engrandecimento da humanidade. Daqueles que deixaram seus nomes marcados ao longo das eras, nos centenários livros da historia universal e na memória coletiva dos homens; como daqueles poetas anônimos, que passaram pela terra cumprindo suas missões legendárias através dos tempos. Cremos no valor que significaram estas majestosas contribuições em seus tempos, inclusive hoje. E vivemos uma época muito singular, onde toda a humanidade, em que se inclui os Poetas do Mundo do século XXI, e não queremos nos enraizar no passado tentando enxergar melhor o presente e o futuro. Os Poetas do Mundo deste século somos chamados a ser criativos, para sermos capazes de vibrar o grito atroante que se espera de nós frente ao descalabro que a humanidade impôs a si mesma ao longo das eras.

7 – Os Poetas do Mundo nos declaramos iguais – consagrados e menos conhecidos, famosos e anônimos, ricos e pobres, brancos e negros, mestiços e amarelos. Sempre e quando se situam neste lado da vida, empunhando as mesmas espadas para combater o que mata a vida, lutando corpo-a-corpo, ou ante a mesma barricada, para defender a JUSTIÇA [única para todos], a IGUALDADE [efetiva entre todos os habitantes da terra], a LIBERDADE [a verdadeira, não a dos discursos de instituições e arautos fraudulentos e corruptos] e o DIREITO dos povos de existir e viver em paz. Pois é apenas lutando por todos, que seremos cada um o vencedor. Não há vitória real na individualidade, no egoísmo, a vitória só é possível como uma conquista coletiva.

8 – Os Poetas do Mundo declaram todo espaço onde possam estar ou ser, como suas arenas de combate ao mal, sejam palácios ou cavernas perdidas, sejam os campos de trabalho onde se exploram os campesinos ou o fundo de uma mina onde se suga o sangue do mineiro. O Poeta do Mundo jamais se calará frente à dor de sequer um homem ou mulher, enquanto lhe houver fôlego. Porque o poeta não deixará de ir ao encontro de sua missão, levando a palavra, levando chuva sobre a terra, espetáculo de graça, beleza para os olhos dos homens e das mulheres. O Poeta será a luz que guiará os guerreiros, será o farol na escuridão da noite.

9 – Os Poetas do Mundo nos declaramos pacifistas, mas não covardes, nem passivos. Antimilitaristas, mas de nenhuma maneira ingênuos, mesmo que sentimentalistas por natureza, porque na expressão artística, a tinta da escrita é o sangue de nossas almas. Vivemos embriagados pelo encanto da arte, até a vertigem dolorosa da criação. Criação que terá sempre um objetivo: “APERFEIÇOAR A VIDA”, a nossa [individual], a de todos [coletivamente]. Somos pacifistas em busca da paz universal, mas sabemos que A PAZ não chega do nada, temos que ganhá-la, lutar por ela; por isso somos Guerreiros. E a PAZ não existirá se não for garantida a JUSTIÇA. A PAZ reinará a partir da justiça. Senão a única paz que teremos com os desmandos dos Impérios será PAZ DE CEMITÉRIO.

10 – Um Poeta do Mundo assume o dever de se aperfeiçoar sempre, crescer em humanidade, aceitando a pluralidade e a complexidade da existência. O Batalhão dos Poetas do Mundo é o espaço de luta para os que crêem ou não, ateus ou religiosos, justos ou equivocados, heterossexuais, bissexuais ou homossexuais, TODOS movidos e alimentados pelo e para o AMOR nobre. Poetas do Mundo é a fileira em que se reúnem os guerreiros de outrora e os combatentes modernos, militantes do BEM e da lealdade. Onde trazemos a grande revelação que pode unir o mundo, correntes por correntes, num grupamento de poetas repartidores de esperança e sorrisos, para a luta que dura desde a aurora dos tempos.

11 – E mesmo que o homem torpe busque um terceiro para impor suas culpas ou atribuir responsabilidade por sua salvação; nossa é que cada qual assuma sua essência, seu próprio espírito, sem ter que acusar outrem para calar a voz de sua culpa pelos seus erros e derrotas, nem para depender da verdade alheia para se salvar. Nossa esperança é alcançarmos, através da palavra, o acender do verbo nos corações de cada um, para o verso das montanhas, para a noite sigilosa da alma; assumindo e ascendendo os dons guardados no invólucro cuidadoso do ventre da natureza, até ver o anunciado amanhecer, em que cada um acrisolará sua alma com amor, movido pelas palavras. A Poesia é do mundo - e nós somos da Poesia.

Poeta do Mundo,

Una-se a esta batalha pela existência humana!

Pela continuidade da VIDA!

Ariasmanzo [Luis Arias Manzo]

[Secretário-Geral]

Santiago de Chile, dezembro de 2005

Tradução: Marcia Motta

Revisão:Luciano Wallimann Wolff [[Cônsul de Nova Andradina

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

COMO PODE DEMOCRAR TANTO?


COMO PODE DURAR TANTO?



Em guerras tribais, com apoio de religiosos,


Que condenavam a escravidão branca,


Passou-se a escravizar negros e os da terra.


Os da terra resistiram, conheciam o seu habitat.


Negros trazidos como animais estavam fora de sua terra,


Resistiram ,lutaram, morreram, guerrearam...


Negros e brancos pobres criaram quilombos...


Mas foi nas terras das Alagoas um paraíso terrestre,


Onde o mais belo anjo negro com sua força de guerreiro


E seu espírito de liderança, marcou para sempre a Consciência


Negra de nossa terra, ZUMBI o Rei de Palmares, o símbolo


Da resistência e persistência de uma raça,


que ficou por mais de trezentos anos sob a chibata!


Construíram essa terra...



Aparecido Donizetti Hernandez


20/novembro/2009 – 20h31

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

GESTOS

Um gesto
Sim...Não...
Uma esperança.
Uma desilusão.
Um aperto de mão quente, gostoso,
frio, indiferente.
Um aperto de mão de namorados, é morno,
é afago.
Um aperto de mão nervoso,
assustado, fortuito é muito desenxabido.
Um aperto forte de mão eloquente, fraterno
demorado.
Aí está o amor no coração.


(Leopoldo Napoleão - Fragmentos da Alma)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

SOL ESCALDANTE

FOTO: Aparecido Donizetti Hernandez


SOL ESCALDANTE




Sol Escaldante...
Preciso ir ao encontro
Do amanhã!
Manhãs de abril
Incansável!

Quero Senhor, nada saber
Cidade grande
É lá que quero ir
Encontrar o meu amanhã.

Não mais o Sol
Escaldante,
A cerração fecha minha frente,
Prossigo...
Encontro o Viaduto do Chá
Freneticamente, parece sem rumo,
Chapéus, luvas, casacos...é tudo frio
Nem um olhar,
Muito menos um bom dia!

Apitos, apitos, carros, ônibus e fábricas fumegam
Madames em seus Cadilacs...
Essa é São Paulo, que me alucina...

Sou uma universitária,
Um comerciante,
Um ambulante,
Mais um poeta,
Malandro com cara de vagabundo?
Nada disso...
Sou mais um em busca de sonhos,
Sonhos do Saber!

Maria Magdalena de Oliveira Ayres Sagvalis



sábado, 31 de outubro de 2009

MEDO

FOTO:Aparecido Donizetti Hernandez
"Medo"

Eu tenho medo
Mas tenho tanto medo
que as vezes tenho medo até di mim
Tenho medo de molhar as plantas
Tenho medo de sair no meu jardim
Mas esse medo é tanto
Parece que não vai ter fim
Mas quando você chega
O meu medo logo vai embora
Como se fosse mágica
Minha coragem volta na hora
Fica comigo
Você é meu abrigo



Edmundo Moraes

domingo, 25 de outubro de 2009

CANÁRIO-DA-TERRA


CANÁRIO-DA-TERRA


Nunca li suas cartas...
Sei que eram de dor de saudades...
Sentias falta das flores do cafezal.

Sentias falta de andar livre pelos prados...
Sentia falta de ver livre o canário - da - terra
A cantar...

Tristes cartas... não de mágoas, mas de saudades..
Saudades de almas que deixastes pra traz...
E d’uma alma em especial..que em pequeno corpo,
Passava o ano a te esperar!

Como sabia de seu amor pelo canto e
da beleza livre do canário - da - terra ,
Passava o ano a caçá-los;
Somente para em sua chegada vê-los livres
De novo a cantar.

Aparecido Donizetti Hernandez
25/outubro/2009
15h27

AMOR IMPOSSÍVEL

AMOR IMPOSSÍVEL
Vanderli Granatto


Te beijo, sem te beijar.
És a felicidade que a Deus pedi.
Sinto a quentura de teu peito junto ao meu,
no abraço que te dou, sem te dar...
Ilusões, vislumbres, loucura talvez,
mas sinto teu calor junto a mim.
Pra não sofrer mais, me calo,
disfarçando o que sinto.
Este elo de amor, nem a terra, nem o céu,
conseguem definir.
Brilham meus olhos à procura dos teus...
Onde te encontrar se tão distante estás?
És um amor impossivel que preciso esquecer,
mas tão belo este sentimento,
que nele quero me aquecer, me perder....
Te olho nos olhos, sem te olhar,
Te beijo, sem te beijar.
Bebo o licor do amor,
na taça vazia, sem brindar.
O desejável é impossível alcançar.
Vivo nas nuvens, flutuo sem rumo no ar,
pois, sei que nasci, para te amar.
Lindos sonhos com perfume de flores,
nascem e escorrem
pelo vale florido do meu coração.
Este amor puro e simples,
doce idílio em vão,
me faz morrer de paixão.

ENCONTRO DO POETAS DEL MUNDO

ENCONTRO DO POETAS DEL MUNDO NO ESTADO DE SÃO PAULO
Honrosamente estarei participando deste grande encontro,
o primeiro que participo, esperando que seja o de muitos!


Aparecido Donizetti Hernandez

Programação para 21.11.2009

Encontro do Poetas Del Mundo do Estado de São Paulo

14:00h- Início

Credenciamento

14:30h-

– Cerimonial - Hiago Rodrigues Reis de Queiros, convoca para a Composição da mesa 1

14:40h-

Apresentação dos Hinos

-Execução do Hino Nacional Brasileiro
-Execução do Hino do Chile
-Execução do Hino dos Poetas Del Mundo

14:50h – Abertura

Hiago Rodrigues Reis de Queiros dará as Boas Vindas aos presentes

14:55h –

Elizabeth Misciasci – fala do Movimento Poetas Del Mundo na Cidade de São Paulo

15:00h –

Marisa Cajado, fala do Movimento Poetas Del Mundo no Estado de São Paulo.

15:05h -

Delasnieve Daspet - Embaixadora para o Brasil de Poetas Del Mundo

- Explanara sobre Movimento Poetas Del Mundo, no Brasil.

15:35h –

- Apresentação do Secretário Geral e Fundador do Movimento Poetas Del Mundo, Sr. Luis Arias Manso.

Pronunciamento do Secretário Geral e fundador do Movimento Poetas Del Mundo.


16:05h –

Segunda parte do evento com Show “lítero-cênico-musical”

- Apresentação daquela que é namorada do teatro, tem um caso com a poesia, vive do amor platônico pela música e “arrasta um bonde pela dança”: - Karla Jacobina.

16:25h –

Apresentação da Embaixadora dos Poetas Del Mundo na França

- Palestra áudio-visual de Diva Pavesi - Tema: A França no Brasil

17:05h –

Monólogo Cômico

- Apresentação do renomado Dramaturgo Deomídio Macedo, considerado uma das grandes atrações na Fliporto 2008, interpretando o velhinho Baltazar - 90 anos.

17:20h –

Composição da Mesa 2 –Debates.

- Presenças - Paulo Ferraz, José Faria Nunes, Silas Correa Leite, Rosani Abou Adal, Rodrigo Capella, Ricardo Almeida, Miguel Rúbio (Miguelzinho da Vila), Valdeck de Jesus, Roberto Romanelli e Delasnieve Daspet.

Tópicos priorizados
-Postura atual do poeta na sociedade.
-Paradigmas da poesia contemporânea.
-Mercado Editorial para a Poesia.

18:20h –

Apresentação de Stella Vives de Porto Alegre, performista da poeta portuguesa Florbela Espanca.

18:30h –

Lançamento do livro da Poesistas

Lançamento do livro da Poesistas e descrição objetiva, com a apresentação de Hiago Rodrigues Reis de Queiros, também organizador e idealizador do evento.

19:05h –

Miguel Rúbio, declama.

Declamação do Poeta e compositor Miguel Rúbio (Miguelzinho da Vila)

19:10h –

Apresentação Musical.

-Apresentação Musical (som e teclado) da cantora, instrumentista e também poetisa Bia Barros.

19:30h –

Abertura do Sarau por Dora Dimolitsas com presenças ilustres de vários poetas..


20:00h-

Menção Honrosa e sorteio de livros dos Poetas Del Mundo e CDs aos convidados.


20:15h-

Encerramento com a distribuição dos bottons, diplomas e certificados de presença aos participantes e confraternização, por Delasnieve Daspet.


20:55h-
(Agradecimento Poema – Por Delasnieve Daspet)

sábado, 24 de outubro de 2009

OS INFANTES

OS INFANTES


Somos muitos, seremos quantos
Amanhã e depois de amanhã?

Somos bastante para que tantos
Se voltem e finalmente nos percebam?

Quantos teremos que ser nos pontos,
Nas paradas, nas esquinas, onde todos estejam?

Como chamar a atenção podemos
Para tocar os que se esgueiram

Para a multidão que somos
Por não haver os que embarcam,

De verdade, nessa nau que encharcamos
Com nossos corpos famintos que escancaram

A miséria de nossas vidas! Clamamos
Pelas vozes e ações que nunca marcaram

Nossa rotina de exclusão; esperamos
Pelo impossível. E prosseguimos

Em nossa infeliz romaria!


Ninfeia G, Poetisa do Pará

VERDADE


Verdade"""

Que a estrada se abra à sua frente,
Que o vento sopre levemente em suas costas,
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caia de mansinho em seus campos,
E, até que nos encontremos, de novo...
Que Deus lhe guarde nas palmas de suas mãos!

Prece Irlandesa

EU VI UMA CRIANÇA

Eu vi uma criança
Brincando no lixão
Com lixo.
Acordou meu coração,
Essa imagem.
Não havia tristeza,
Rancor...
Havia apenas uma criança.
Havia vontade de brincar,
De partilhar a vontade.
Ela era criança...
Apesar da pobreza,
Da má alimentação.
Não havia fada, cavalos,
Parques ou cinemas.
Aquela criança
Criava do lixo
As suas brincadeiras.
Criava do nada.
Ela corria atas de
Algo imaginável.
Ela sorria
Ela era feliz
Naquele momento.
Ela vivia a eternidade
De ser aquele momento.
No luxo da sua idade
No lixo da sua cidade
E sonhava
E era o próprio sonho.
Ela materializou a felicidade.
E me ensinou
Que não dependemos
De nada
Para sermos felizes.
É só acreditar,
Amar,
E brincar
De ser feliz
Que a felicidade
Vem !

Francisco de Assis

UMA LINDA POESIA


UMA LINDA POESIA (José Augusto)




Certa vez parei de escrever ...
Para alguns homens eu era visto, como um quase afeminado.
Para algumas mulheres, como um conquistador barato!

Não sei como explicar, porque me vestiram assim...
Só sei, que às vezes tenho palavras dentro de mim,
Que são como portas que se abrem em nuvens!

Emoções que vem como brisa suave que acalma as aflições da alma,
Transcendem o meu corpo, como palma de lírio branco,
Palavras que me confortam, fortalecendo o meu sonhar!

É assim, que fecho os meus olhos, apago o inferno.
E com palavras delicadas, encontro o céu!
Minha alma viaja no fascínio da emoção, e diz o que sente o coração!

Não possuo dúvidas sobre o que sou e faço,
Nem me importo muito com o que pensam ou falam.
Quando tenho a alma partida, faço das dores da vida - uma linda poesia!

UM POEMA ANTES DO ALMOÇO

Um Poema Antes do Almoço.

Na porta da geladeira,
um poema colado,
escrito antes do almoço.

Na sala,
o marido espera.
Lê o jornal de domingo.

Raimundo Lonato

NO OLHAR

No olhar do Cristo
um Pão de Açucar
com pitadas de sal
do mar de Copacabana.

Raimundo Lonato

OS SERES HUMANOS

Os seres humanos constroem hoje altos muros,

Para uns dos outros, sem amor se dividirem,

Utilizando seus corações de pedra "duros"

Para não se verem,

não falarem

e nem se ouvirem.

Perderam o sentido da amizade,

Ofendem-se uns aos outros sem razão

E depois nunca lhes nasce a vontade

De se unirem em reconciliação.

Os dias belos deste tempo em que vivemos,

São frustrações, pois vivê-los não sabemos.

Só construímos entre nós separação!...

E cada dia, está mais presente este drama.

O ser humano, hoje odeia mais do que ama...

Petrificando lentamente o coração!...

(ad)

OLHE AVIDA

ღ ღ ღღ ღ ღღ ღ ღღ ღ ღ

Olhe a vida com esperança
brilhe como a natureza...
se acaricie,seja plenamente você
que é uma preciosidade
só por existir

Acredite em seu potencial
e siga sua intuição.
Desenhe em seu caminho
lindas paisagens iluminadas
com o sol dos seus sonhos

Marque com sua presença
tudo a sua volta e vibre
com o mundo lindo que
existe dentro de você.

Dê sua mão ...divida ...troque
Vista-se em cores e faça de você
seu próprio sentido de viver
Se uma lágrima cair
deixe-a rolar, ela é uma gota
desta sua preciosa emoção

Venha o que vier ,acredite sempre
que vale a pena viver !
Então sorria e de braços abertos
para a vida diga baixinho
ou grite mesmo:
Sou Feliz por viver!

(By Márcia Glória)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

MÃOS



MÃOS

As mãos não prendem,
As mãos libertam,
Elas acariciam;
As mãos expressam
Em movimentos seu...
meigo olhar!

Aparecido Donizetti Hernandez
20/Outubro/2009 – 04h05

sábado, 17 de outubro de 2009

MINHA SABIÁ VOLTOU


MINHA SÁBIA VOLTOU

Minha sábia voltou...
Fiquei um ano sem te ter,
Não sentistes a segurança,
Para junto estarmos,
Havia outros em nosso caminho...

Mas como poderia ficar sem ti e
Tu seu eu.
Voltastes e pra ficar!
Eu sinto!

Nosso ninho estava vazio,
Agora sei que todo ano voltaras,
Manterei nosso ninho!
Enquanto voas a cantar.

Aparecido Donizetti Hernandez
08/10/2009 - 05h55

aprendi

"...aprendi que minhas
delicadezas nem sempre
são suficientes para despertar
a suavidade alheia,
e mesmo assim insisto."


◄ Caio F. de Abreu ►

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

DIA DO PROFESSOR


"Mestre não é quem sempre ensina,
mas quem, de repente, aprende."

Guimarães Rosa


Você sabe como surgiu
o Dia do Professor?
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.


ORAÇÃO DO PROFESSOR
Antonio Pedro Schlindwein

Dai-me, Senhor, o dom de ensinar,
Dai-me esta graça que vem do amor.

Mas, antes do ensinar, Senhor,
Dai-me o dom de aprender.

Aprender a ensinar
Aprender o amor de ensinar.

Que o meu ensinar seja simples,
humano e alegre, como o amor.
De aprender sempre.

Que eu persevere mais no aprender do que no ensinar.
Que minha sabedoria ilumine e não apenas brilhe
Que o meu saber não domine ninguém, mas leve à verdade.

Que meus conhecimentos não produzam orgulho,
Mas cresçam e se abasteçam da humildade.

Que minhas palavras não firam e nem sejam dissimuladas,
Mas animem as faces de quem procura a luz.

Que a minha voz nunca assuste,
Mas seja a pregação da esperança.

Que eu aprenda que quem não me entende
Precisa ainda mais de mim,
E que nunca lhe destine a presunção de ser melhor.

Dai-me, Senhor, também a sabedoria do desaprender,
Para que eu possa trazer o novo, a esperança,
E não ser um perpetuador das desilusões.

Dai-me, Senhor, a sabedoria do aprender
Deixai-me ensinar para distribuir a sabedoria do amor.




Há duas maneiras para se associar :

1- Entrar na página do grupo :
http://br.groups.yahoo.com/group/grupomahavidya/
(deverá criar uma "ID" yahoo)

2- Mande um e-mail "em branco" para :
grupomahavidya-subscribe@yahoogrupos.com.br
(estará se associando com seu e-mail
e é preciso responder ao pedido de confirmação
que será enviado pelo Yahoo)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

TODAS AS BRINCADEIRAS

TODAS AS BRINCADEIRAS

Minhas lembranças
são meu esteio
bolhas de sabão,
brincadeira de roda,
esconde ,esconde,
brincar de pira
Nada é como antes
o tempo veio
é muita a emoção
p'ra deixar ir embora
nada é como ontem
no torvelinho da vida

12-10-09
Nninfeia G

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

E O ALUNO CHOROU...

E o aluno chorou...

Primeira professora, quanta saudade!
Eu menino, aluno do curso primário...
Dela, tudo pra mim era um relicário;
Encantava-me ver a facilidade
Com que ela ensinava à classe o abecedário
E vibrava com nosso convívio diário...
Conversar com ela era a felicidade!

Aluno deslumbrado, na tenra infância,
Tinha Dona Magali no coração.
Por ela, fiz da escola uma obrigação,
Via nos seus gestos a força da elegância:
Sem dizer nada, dava-me educação,
Preparava-me pra ser um cidadão...
Com aulas de civismo, em sua exuberância!

A vida correu muito e o tempo passou...
Dona Magali, lembrança de alegria,
Que esteve em meu coração-menino um dia;
Paixão descabida que ela nem notou...
Num sábado, vi que o carteiro trazia
Para meus pais mensagem daquela "tia".
Convite, casamento... O aluno chorou...

Ógui Lourenço Mauri
Catanduva - SP
20.09.2008

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

OS DESIÍGNIOS DO AMOR

Os desígnios do amor.


Quanto quis falar o amor...
O que podia falar as flores...
Uma vida inteira de dor...
De paixões, desamores...
.
E tú, que tanto procurei...
Por ande andou, esteves...
Qual estrada não andei...
Que mares navegastes...
.
O meu coração padeceu...
Sua ausência machucou...
A vida me esqueceu...
Sem você, onde estou...
.
Mais uma chance, clamo...
Um só minuto, te ver...
Olhar os olhos e dizer...
Meu amor, eu te amo...
.
Autor JOB

Fotografia

* Fotografia *

"Não saio muito bem
em fotografias
Porque meu melhor lado
a foto não pega
Não me faz bela
ou me faz jus
Porque meu melhor lado
não é o esquerdo
Não é o direito
É o de dentro"

(Lilian Dalledone)

A vida...

A vida é uma sucessão de dias
e noites, alegrias e tristezas.
Nas tristezas, não perca a esperança
para todos os problemas existe uma solução.
Abra seu coração à esperança e terá
iniciado o caminho para resolver os problemas.
A esperança não é ainda a solução,
mas é a luz que ilumina a estrada a percorrer.

Tarcila Tommasi

Quitanices

Quitanices

A alma é feita de vento.
Não vemos suas cores.
Só dúvidas e alegrias
poucas.

Raimundo Lonato

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

ABANDONO


ABANDONO

Recebestes dons; cada qual tem o seu!
Mas o seu dom foi especial,
Fostes preparada para defender,
Os mais frágeis,
Frágeis de espírito, frágeis materialmente.

Foste te dado privilégios,
Para lhes defenderes,
Mas conseguistes,
Esquecê-los.

Esquecestes todos os dias...
Mais também os esquecestes em seu dia.
Preferistes os privilégios,
Os privilégios das volúpias,
E não os privilégios do amor

Aparecido Donizetti Hernandez

1° de Outubro de 2009.
DIA NACIONAL DO IDOSO
21h38

Súplica ao Encontro

Súplica ao Encontro



Sol,
Tu que iluminas a vida
Cobrindo a natureza
Com a tua luz divinal,
Arrebata da humanidade
As sombras nefastas
Da escuridão da alma.
Expande tua luz universal
Em forma de sabedoria,
Encontros,convívios concernentes
Com a clarividência dos deuses.
Quantos olhos que não veem,
Bocas que por vezes
covardemente calam-se...
Desabridos cérebros celebram

O cinza da alma escura, imunda, vazia.
Brisa,
Espalha, apregoa, leva.
Gritos do pedido Divino.
Abri mentes,
Almas, espíritos,
Desliga-os das imundícies
Que os acercam.
Olhai ao sol,
Filhos da natureza Divina,
Encontrem-no, recebam-no,
Clareiem vossos caminhos,
Brilhem Almas,
Sê Luz!

Iara Melo

Portal CEN

Há cinco atitudes

Há cinco atitudes capazes de nos trazerrem
felicidade:
Perdoar sempre.
Fazer todo o Bem possivel.
Ser fiel á verdade.
cultivar a prece.
caminhar servindo sempre.

E há cinco comportamentos que levam
ao sofrimento:
Alimentar a mágoa
Fomentar a agressividade
Acreditar na impiedade
Fugir da prece
Vingar-se.

È possivel que, ainda hoje, te encontres perante uma destas situações.
Antes de agir, lembra que felicidade
ou sofrimento resultarão da tua livre opção.

(Irmã Scheilla)

Não Cale.

Não Cale.


Não
cale
a
boca.

Tire a
touca
e
saia.

Índio
na oca
tem o apito
na toca
o poeta
tem
o grito.


A boca alerta
solta o verbo
abre um verso
no silêncio
da nação.

Raimundo Lonato

PEQUENAS GRANDES COISAS

PEQUENAS GRANDES COISAS

Eu quero a felicidade pequena
estampada num breve sorriso.
Quero a alegria da surpresa
numa emoção sem aviso!

Quero o gosto da vida,
da oração ser o amém!
Quero ser o muito pouco,
e o muito prá quem nada tem!

Quero os braços estendidos
em busca do abraço apertado!
Ser a saudades do ontem,
e o sonho realizado!

Eu quero ser a gota de chuva
matando a sede que seca!
Eu quero ser a luz e a esperança
no perdão do homem que peca!

Eu quero ser coisa pequena
prá quem dá valor à vida.
Quero ser lágrimas que molham
a alma arrependida.

Do céu, quero ser estrela,
a mais frágil, a mais pequena.
Quero ser cisco no olho
do envejoso que envenena.

Da frase, ser a vírgula,
do poema, última rima!
Viver das pequenas coisas
que são grandes obras-primas!

(Mell Glitter)

Ama-me com moderação

Ama-me com moderação



Ama-me na dose certa
Embora o amor não possa ser dosado
Ama-me com a quantidade suficiente
Prá não me afogar

Queira-se um pouco mais
Querer-se é um compromisso de amor
O diamante raro exige dias de carinho
Para despertar seu esplendor
Uma mulher oferecida
Perde logo o seu valor

Assim como moça muito perfumosa
Afugenta homens, anjos e animais
Seja discreta no sorriso e no andar
E ensina-me a ser bondoso
Um coração apaixonado
É por demais cauteloso

Me dê um dia
Para descansar dos meus ciúmes
Me dê um outro
Para eu perdoar os teus queixumes

Assim como uma só mulher
Pensa melhor que dois senhores
(Quando a cabeça não está fora de lugar)
Pense-nos um pouco

"Tudo demais é sobra"
-Como diziam os antigos-
E se o amor transbordando, sufoca
Ama-me com moderação.



João das Flores

terça-feira, 29 de setembro de 2009

PORQUE FOSTES EMBORA?

PORQUE FOSTES EMBORA?

Aparecido Donizetti Hernandez


Porque fostes embora?
A via como uma miragem?
Ou era realidade?
Era um sonho?

Não pode ser, era realidade,
Nada foi tão belo, sinto ainda
O cheiro de seus cabelos
Com perfume de Gardênia,

Sinto o gosto de sua boca,
O seu hálito com cheiro de Jasmim.
Sinto sua presença,
Com leves toques de suas mãos suaves
E seus longos dedos.

Fostes embora
Como embora vai a flor da Dama-da-Noite,
Que se não estivermos atentos,
Não contemplamos sua beleza
E seu aroma.

Mas sei que voltarás no novo ano,
Como volta as andorinhas no verão,
Como a sabiá - que sabe onde encontrar segurança e abrigo.
Continuo à sua espera...
Não pode ter sido somente um sonho!

REVISTA A GRUTA DA POESIA
http://www.caestamosnos.org/Revista_A_Gruta_da_Poesia/Setembro_2009.html

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Nietzsche

Hah! chegar a dignidade
Dignidade virtuoso! Dignidade europeu!
Sopro, golpe novamente,
Fole da virtude!
Hah!
Uma vez mais, rugido,
rugido moralmente!
Como um leão moral
Roar antes das filhas do deserto!
Para virtous uivar,
Minhas meninas mais charmosas,
É mais do que qualquer outra coisa
Fevor Europeia, a fome voraz Europeia.
E lá estou até hoje
Como um europeu;
Eu não posso fazer outra coisa, Deus me ajude!
Amen.

(Nietzsche)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Na Mesma Estrada

Na Mesma Estrada
















Caminhava na escuridão...
Sempre pensei que caminhava só!
Caminhava, sem saber que você,
Estava no mesmo caminho.

Trilhávamos juntos a mesma estrada.
Eu na escuridão;Você uma Luz que
Levou-me ao meu destino.


Nas estradas da vida...
A caminha da Luz, todas as estradas
Do bem levam ao Senhor!

Aparecido Donizetti Hernandez
24/setembro/2008
02h23

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Coragem

Coragem



Quando estiverem secas
todas as pétalas das rosas de seus sonhos
e restarem apenas os espinhos
de uma dura realidade
sejas bem forte para recomeçar
e fazer reflorir
todas as flores
antes sonhadas.



(L. Franckilin)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Avante Irmãos

AVANTE IRMÃOS


Amigos enquanto o mundo
Se despedaça no mal,
Procuremos no Evangelho
A luz espiritual.

Façamos do Espiritismo
Com Jesus no coração
A bússola da verdade
Em nossa religião.

Há tropeços no caminho
Perseguições, morte, cruz?
Em meio da tempestade,
Guardai a paz de Jesus.

Pela ofensa, pelo espinho,
Jamais odieis ninguém
Quem em nossa doutrina amada
Resplandeça o sol do bem.

Em toda luta na Terra,
Lembrai-vos, amigos meus,
Que sois servos do Evangelho,
Em nome do amor de Deus.

CASIMIRO CUNHA.

Página psicografada pelo médium Francisco
Cândido Xavier.......

Eu sou..

Eu sou...



Eu sou...
Talvez aquela estrela distante
que teima em brilhar junto a
lua para iluminar todo o Universo
Ou aquela singela e pequena
flor perfumada que teimosamente
sobrevive enfeitando a relva fresca
no amanhecer
Ou serei eu pretensiosamente
um raio de Sol que ajuda o
Astro Rei a aquecer um pouco a
humanidade tão carente, tão sofrida
Ou quem sabe um grão de areia
a pratear a praia
Sou átomo
Sou um grão de areia
Sou o raio de sol
Sou a estrela da Lua
Sou a Silvana Flor...


Maria Flor

Solicitudes

Solitudes


Saudades desfilam sob a luz da noite clara.
Nos vestidos, detalhes exóticos
de folhas e frutos.

Os amores se foram, voaram,
pousaram novos ninhos.

Entre cascatas e montanhas
rego as flores em rituais de alegria.

Além janelas,
borboletas colorem nuvens.
Caminho onde dormem os pássaros.

Os passos traçam a vida com fios lassos.


Raimundo Lonato

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Os Ciganos

OS CIGANOS
Lairton Trovão de Andrade

Dos meus tempos de criança,
Eu me lembro dos ciganos
Que de longes terras vinham,
Tendo, por teto, o céu aberto
E, por morada derradeira,
As mais longínquas estrelas...

Oh, como me lembro
Daqueles terrenos baldios,
Daquelas tendas surradas,
Das carroças, dos cavalos,
Do ruído das bigornas
Ao crepitar da fogueira...

Lembro-me, sim,
Dos dourados tachos de cobre,
Dos ferreiros golpeando em coro,
Fazendo o ferro vibrar
Nas matinas e serenatas...

E à noite, oh, que emoção!
As ciganinhas tão lindas,
Com suas danças românticas,
Rodopiando coloridas
Em festa de tradição...

Tenho saudade tanta
Do timbre que inda me encanta,
Voz límpida de soprano,
Da cigana matriarca,
Que entoava antiga paixão,
Que fora seu ledo engano,
Sepultado num coração...

Lembro-me agora – e quanto! –
Da cigana vidente
Que, antes de ler a mão,
Lia os olhos da gente,
E , no pulso, o coração
Sentia de quem sonhava
Em ter a felicidade.

Dos ciganos, de que falo,
Que carinhoso um dia os vi,
Que o tempo os levou daqui,
Com asas de liberdade,
Só me restou lembranças
E um poema de saudade...
07/11/08.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Álvares de Azevedo (178 ANOS)






Ávares de Azevedo






Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

Manuel António Álvares de Azevedo, poeta brasileiro da fase romântica, nasceu em São Paulo a 12 de Setembro de 1831, e morreu no Rio de Janeiro a 25 de Abril de 1852.

Ligou-se à corrente representada na Europa por Byron, Musset, Espronceda e Leopardi.






Encarna como nenhum dos seus companheiros de geração o espírito do chamado ". Foi ainda dramaturgo e contista. As suas principais obras foram todas póstumas: "Lira dos Vinte anos" em 1853; "Macário", teatro em 1855 e "A Noite na Taberna" em 1855.




Patrono da Cadeira Nº 0 2 da Academia Brasileira de Letras, por escolha de Coelho Neto.






Era filho do então estudante de Direito Inácio Manuel Álvares de Azevedo e de Maria Luísa Mota Azevedo, ambos de famílias ilustres.






Segundo afirmação de seus biógrafos, teria nascido na sala da biblioteca da Faculdade de Direito de São Paulo; averiguou-se, porém, ter sido na casa do avô materno, Severo Mota.






Em 1833, em companhia dos pais, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 40, ingressou no colégio Stoll, onde consta ter sido excelente aluno. Em 44, retornou a São Paulo em companhia de seu tio. Regressa novamente ao Rio de Janeiro no ano seguinte, entrando para o internato do Colégio Pedro 2º.






Em 1848 matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, onde foi estudante aplicadíssimo e de cuja intensa vida literária participou activamente, fundando, inclusive, a Revista Mensal da Sociedade Ensaio Filosófico Paulista. Entre seus contemporâneos, encontravam-se José Bonifácio (o Moço), Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães, estes dois últimos as suas maiores amizades em São Paulo, com os quais constituiu uma república de estudantes na Chácara dos Ingleses.






O meio literário paulista, impregnado de afectação byroniana, teria favorecido em Álvares de Azevedo componentes de melancolia, sobretudo a previsão da morte, que parece tê-lo acompanhado como demónio familiar.






Imitador da escola de Byron, Musset e Heine, tinha sempre à sua cabeceira os poemas desse trio de românticos por excelência, e ainda de Shakespeare, Dante e Goethe.






Proferiu as orações fúnebres por ocasião dos enterros de dois companheiros de escola, cujas mortes teriam enchido de presságios o seu espírito.






Era de pouca vitalidade e de compleição delicada; o desconforto das "repúblicas" e o esforço intelectual minaram-lhe a saúde.






Nas férias de 1851-52 manifestou-se a tuberculose pulmonar, agravada por tumor na fossa ilíaca, ocasionado por uma queda de cavalo, um mês antes. A dolorosa operação a que se submeteu não fez efeito.






Faleceu às 17 horas do dia 25 de Abril de 1852, domingo da Ressurreição. Como quem anunciasse a própria morte, no mês anterior escrevera a última poesia sob o título "Se eu morresse amanhã", que foi lida, no dia do seu enterro, por Joaquim Manuel de Macedo.






Entre 1848 e 1851, publicou alguns poemas, artigos e discursos. Depois da sua morte surgiram as Poesias (1853 e 1855), a cujas edições sucessivas se foram juntando outros escritos, alguns dos quais publicados antes em separado.






As obras completas, como as conhecemos hoje, compreendem: Lira dos vinte anos; Poesias diversas, O poema do frade e O conde Lopo, poemas narrativos; Macário, "tentativa dramática"; A noite na taverna, contos fantásticos; a terceira parte do romance O livro de Fra Gondicário; os estudos críticos sobre Literatura e civilização em Portugal, Lucano, George Sand, Jacques Rolla, além de artigos, discursos e 69 cartas.






Álvares de Azevedo é um dos vultos exponenciais do Romantismo.






Embora tenha morrido aos vinte anos, produziu uma obra poética de alto nível, deixando registada a sua incapacidade de adaptação ao mundo real e sua capacidade de elevar-se a outras esferas através do sonho e da fantasia para, por fim, refugiar-se na morte, certo de aí encontrar a paz tão almejada. Grande leitor, Álvares de Azevedo parece ter "devorado" tantos os clássicos como os românticos, por quem se viu irremediavelmente influenciado.






Embebedando-se na dúvida dos poetas da geração do mal du siècle, herdou deles o pendor do desregramento, para a vida boémia e para o tédio. Contrabalança a influência de Byron com os devaneios de Musset, Hoffman e outros.






Lira dos Vinte Anos, única obra preparada pelo autor, é composta de três partes. Na primeira, através de poesias como "Sonhando", "O poeta", "A T..." surge o poeta sonhador em busca do amor e prenunciando a morte.






Nas poesias citadas, desfila uma série de virgens sonhadoras que ajudam a criar um clima fantástico e suavemente sensual. Por outro lado, em poemas como "Lembranças de morrer", ou "Saudades" surge o poeta que percebe estar próximo da morte, confessa-se deslocado e errante, deixando "a vida como deixa o tédio/ Do deserto, o poento caminheiro".






A terceira parte de A Lira, praticamente é uma extensão da primeira e, portanto, segue a mesma linha poética. É na segunda parte que se encontra a outra face do poeta, o poeta revoltado, irónico, realista, concreto que soube utilizar o humor estudantil e descomprometido.






Esta segunda parte abre-se com um prefácio de Álvares de Azevedo que adverte "Cuidado leitor, ao voltar esta página!", pois o poeta já não é o mesmo: "Aqui dissipa-se o mundo visionário e platónico." Algumas produções maiores do poeta aí estão como "Ideias íntimas" e "Spleen e charutos", poesias que perfeitamente bom-humor, graciosidade e uma certa alegria.






Deixa-se levar pelo deboche em "É ela!, É ela!, É ela!, É ela!" , em que revela sua paixão pela lavadeira; em "Namoro a cavalo", registando as intempéries por que passa o namorado para encontrar sua amada que mora distante.




É ela! É ela! É ela! É ela! - de Álvares de Azevedo

É ela! é ela! — murmurei tremendo,
e o eco ao longe murmurou — é ela!
Eu a vi... minha fada aérea e pura —
a minha lavadeira na janela.

Dessas águas furtadas onde eu moro
eu a vejo estendendo no telhado
os vestidos de chita, as saias brancas;
eu a vejo e suspiro enamorado!

Esta noite eu ousei mais atrevido,
nas telhas que estalavam nos meus passos,
ir espiar seu venturoso sono,
vê-la mais bela de Morfeu nos braços!

Como dormia! que profundo sono!...
Tinha na mão o ferro do engomado...
Como roncava maviosa e pura!...
Quase caí na rua desmaiado!

Afastei a janela, entrei medroso...
Palpitava-lhe o seio adormecido...
Fui beijá-la... roubei do seio dela
um bilhete que estava ali metido...

Oh! decerto... (pensei) é doce página
onde a alma derramou gentis amores;
são versos dela... que amanhã decerto
ela me enviará cheios de flores...

Tremi de febre! Venturosa folha!
Quem pousasse contigo neste seio!
Como Otelo beijando a sua esposa,
eu beijei-a a tremer de devaneio...

É ela! é ela! — repeti tremendo;
mas cantou nesse instante uma coruja...
Abri cioso a página secreta...
Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro - Marinha Grande - Portugal






Presidente do Portal Cen ( Acesse e leia lindos livros Digitais- link nesse blog)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Rosas e Poesia


Rosas e Poesia

Quem gosta de rosas
Defende a natureza
E a beleza da terra.

Quem gosta de poesia
Tem a sensibilidade
Para defender o bem da Humanidade!

Aparecido Donizetti Hernandez

08/set/2009 - 02h00

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sonho

Sonho

Voce...voce que nao aparece...
Aparece em sonhos.
Nao consigo pegá-la, nao consigo beijá-la, nao consigo tê-la.
Tê-la em meus braços nua e tremula..
Murmurando seus desejos, seus gozos, seus gemidos, seus pedidos.
Seus pedidos para que eu nao acorde mais.

Cristina Mendes.

Trovinha...

Trovinha...

Sonho sempre com o que quero,
Farei real a esperança.
Pacientemente... espero.
Quem espera... sempre alcança.

Vera Maria Viana Borges

A serenidade

A serenidade é conquista que se consegue a esforço pessoal
e passo a passo.

Pequenos desafios que são superados; irritação que se faz
controlada, desajustes emocionais corrigidos; vontade bem
direcionada; ambição freada, são experiências para aquisição
da serenidade.

Um Espírito sereno, já se encontrou consigo próprio, sabendo
o que, exatamente deseja da vida.

A serenidade harmoniza, exteriorizando-se de forma agradável
para os circundantes. O homem sereno já venceu grande parte da luta".


(Joanna de Ângelis)

Jamais a Esquecerei

Jamais a Esquecerei


Vejo no nascer do Sol o seu lindo olhar
Olho para o céu estrelado e vejo seu lindo sorriso
Olho para a beleza da natureza e eu só vejo você.
Como posso lhe esquecer
se você já faz parte da minha vida...

Como posso não me lembrar de você
se em tudo de belo que olho vejo você?
Como posso olhar para um lindo luar
sem pensar em nossa felicidade...

Como posso não lhe amar
se você é o sol da minha vida?
Como posso desistir do seu amor
se você é meu oxigênio...

Não! não posso lhe esquecer.
O amor que por você sinto,
não morrerá jamais!!!

Welton Coelho

Tortura

FLORBELA ESPANCA

TORTURA


Tirar dentro do peito a emoção,
A lúcida verdade, o sentimento,
- E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!…

Sonhar um verso d’alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
- E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento!…

São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!

Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Miúda?


Miúda?

Muito se fala, mas pouco se faz!
Pobre cidadão, que não sabe mais em quem acreditar,
Nessa terra tão miúda, o que falta é divisão,
Terra tão miúda de mais “oito milhão”.

Terra que foi dos índios, onde o negro foi obrigado a trabalhar,
Terra que migrantes, da Europa vem morar,
Terra de esperança, terra de bonança,
Terra de muitos sacrifícios, onde meus filhos vou criar.

Não preciso mais de que um quinhão,
Pra feliz eu morar,
Com segurança e com meus vizinhos a compartilhar,
A minha esperança e os sonhos a realizar!

Por isso vou legalizar,
Pro sonho se concretizar!

Aparecido Donizetti Hernandez

"Imagem Digital: Iara Melo - PORTAL CEN"


domingo, 6 de setembro de 2009

Cerco-me de pessoas positvas

Cerco-me de pessoas positivas

Quando permitimos que pessoas negativas invadam nossa vida,
torna-me muito mais difícil continuarmos positivos.

Assim, não se deixe arrastar para baixo pelos pensamentos negativos dos outros. Escolha seus amigos com cuidado.

Meus amigos e parentes emitem amor e energia positiva,
e retribuo esses sentimentos.

Sei que talvez precise abandonar as pessos que não me encorajam.

Louise L. Hay


Cá estamos nós
Portal CEN
http://www.caestamosnos.org/Autores/Aparecido_Hernandez.htm

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sem Destino

“Sem destino”


Chorei infindáveis vezes
Na calada da noite
Defrontando-me
Com a escuridão noturna

Olhava o céu
Reclamando das estrelas
No fundo azul-escuro

Saí pelo mundo
Ganhando estradas
Sem destino

A procura da felicidade


Dama Do Lago

sábado, 29 de agosto de 2009

Soneto

SONETO


Eu calo a triste voz bem lá no fundo
Eu falo de uma dor em si tão fria
Eu beijo um desespero numa via
E engulo um amargor maior que o Mundo.

Insisto em relembrar nenhuma história
Largada pelo hoje em plena pista
Não há maior fedor, por mais que exista
Que aquele que eu beijo numa escória.

Eu grito em uma curva em pé e largada
A culpa da existência em mim nascida
Como um dilema morto em vão, sem fim.

Eu vejo meu presente na calçada
Casada pelo amor de uma ferida
Aquela que nasceu de vez em mim.

Dos Anjos

Último soneto do Poeta,encontrado morto no último dia 11/8 em Passos-MG).

Mara...

Mara sentia pássaros pousando na cabeça.
Solitária, sentia luz nos pés e nos cabelos,
a eletricidade dos relâmpagos.

Numa tarde de setembro, a previsões do tempo,
anunciavam pancadas de chuva.
A casa estava em desordem.
Os ventos levaram as roupas do varal.

Mara, linda, loura, de olhos claros,
uma mulher madura, toda nua,
rodopiava no quintal e aos gritos,
repetia o nome dos amores que a abadonaram.

Via-se em frangalhos refletidos nos espelhos do quarto e da sala.
O amor, recitado pelos trovadores,
amantes e profetas, deveria voltar àquela casa, para salvá-la.

Raimundo Lonato.

Sonhos

Sonhos

Se sonhar for grande pecado
Queira Deus perdoar a quem os tem
Pois quem ti fez assim tão belo
Deveria está sonhando também
Pois tens o aroma das rosas
Essência da vida há em ti
Quando passas fico toda prosa
O sentimento mais puro em mim
Em ti encontro a pureza
Dos contos e romances enfim
Talvez seja só minha cabeça
Que vive pensando em ti
Teu amor é como um passarinho
Que está livre para voar
Os teus braços são como o ninho
Que estão prontos a me abrigar
Como um misto de rara beleza
Assim é, para mim teu olhar
Para tudo, até o universo
O que eu quero, é mesmo sonhar.

Autoria: Mara Laurentino

Faces

Faces

Teu espírito
luz tarde
chegando
a Deus.

Criança
cantando
um verso
acordando
a mãe.

Um espectro
solitário a girar
entre galáxias.

Um nada
ébrio
de tudo.

Raimundo Lonato

SORAIA

SORAIA


“B” rilhos em seus olhos,
“R “ubra sua pele,
“I “mponente mulher
“M”agica e sedutora,
“A”miga

“S”orri com os lábios e com o meigo
“O”lhar,
“R”ara magia de
“A”mor,
“I”nspiradora de minhas
“A”ngustias e paixões.

Aparecido Donizetti Hernandez
28/08/2009 – 23H49

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Dura Elegia

Dura Elegia

Senhora, fizeste grande, tão grande, a nossa América.
Deste-lhe um puro rio, de águas colossais:
deste-lhe uma árvore alta de infinitas raízes:
um filho teu digno de sua pátria profunda.

Todos nós fizemos dele querido junto a essas orgulhosas
flores que cobrirão a terra em que descansas,
todos ficaríamos felizes que viessem do fundo
da América, através das selvas e do deserto,
para que assim acariciarem tua fase cansada
sua nobre mão cheia de louros e despedidas.

Porém outros vieram pelo tempo e pela terra,
senhora, e te acompanha neste adeus amargo
para aquele que negou a boca de seu filho
e a ele o inflamado coração que guardavas.
Para tua sede negaram a água que criaste.
O manancial remoto de sua boca afastarão.
E não servem as lágrimas nesta pedra quebrada
em que dorme uma mãe de fogo e de cravos.
Sombras da América, heróis coroados de fúria,
de neve, sangue, mar, tempestade e pombos,
aqui: vem a fundo que esta mãe em seus olhos
guardava para o claro capitão que esperamos:
heróis vivos e mortos de nossa grande bandeira:
O’Higgins, Juarez, Cárdenas, Recabarren, Bolívar,
Martí, Miranda, Artigas, Sucre, Hidalgo, Morelos,
Belgrano, San Martin, Lincoln, Carrera, todos,
venham, encher o vazio de nosso grande irmão
e que Luiz Carlos Prestes sinta em sua cela o ar,
as asas torrenciais dos pais da América.

A casa do tirano tem hoje uma presença
grave como um imenso anjo de pedra,
a casa do tirano tem hoje uma visita
dolorosa e dormida como uma lua eterna,
uma mãe aos prantos, de vingança, de flores,
uma mãe de luto, de bronze, de vitória,
olhará eternamente os olhos do tirano,
até enterrar neles nosso luto mortal.

Senhora, hoje herdamos tua luta e tua dor.
Herdamos teu sangue que não teve descanso.
Juramos à terra que te recebe agora
não dormir nem sonhar até a volta de teu filho.

E como em teu colo sua cabeça faltava
também nos falta o ar que seu peito respira
nos faz falta o céu que sua mão mostrava.
Juramos continuar as detidas veias,
as detidas chamas que em tua dor cresciam.
Juramos que as pedras que virão a deter-te
vão a escutar os passos do herói que retorna.

Não tem prisão para Prestes que esconda seu diamante,
o pequeno tirano quer ocultar o fogo
com suas pequenas asas de morcego frio
e se envolve no impulso silêncio da ratazana
que furta nos corredores do palácio noturno.

Porém como uma brasa acesa incandescente
através das barras de ferro em cinzas
a luz do coração de Prestes sobressai.
Como nas grandes minas do Brasil a esmeralda,
e como em nossos bosques de índole poderosa
sobressai uma estátua de estrelas e folhagem,
uma árvore das terras sedentas do Brasil.

Senhora, fizeste grande, tão grande, a nossa América,
e teu filho algemado combate junto a nós,
a nosso lado, cheio de luz e de grandeza.
Nada pode o silêncio da aranha implacável
contra a tempestade que desde hoje herdamos.
Nada podem os lentos martírios deste tempo
contra seu coração de madeira invencível.

O chicote e a espada que tuas mãos de mãe
passarão pela terra como um sol justiceiro
iluminado as mãos que hoje te cobrem de terra.

O que feriu teus cabelos trocaremos amanhã,
Amanhã romperemos o doloroso espinho.
Amanhã inundaremos de luz o tenebroso
cárcere que há na terra.
Amanhã venceremos
e nosso Capitão estará junto a nós.

Pablo Neruda