quarta-feira, 31 de agosto de 2011

SALVE MARIA ! grupo mahavidya


SALVE, MARIA !!!
Tenha dia lindo !
beijos e carinhos de todos nós
GRUPO MAHAVIDYA

----- Original Message -----
From: Aparecido Donizetti Hernandez
To: __AnA Vermelha__ *Namastê!*
Sent: Monday, July 18, 2011 8:42 PM
Subject: [grupomahavidya] SALVE MARIA

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Poesia publicada no Livro "Versos para Maria" - Agosto de 2011


Aparecido Donizetti Hernandez
Itapevi / SP

Salve Maria!


Salve Maria! Compadecida com o sofrimento humano,
Aparecida nas caudalosas águas do Rio Paraíba do Sul.
Meiga imagem negra dos sofridos homens da terra,
Redentora e intercessora junto ao Filho
Dos pecaminosos atos humanos,
Como na geração do Filho quando perseguida pela intransigência.
Ao culto a Ti também houve perseguição...
Como Redentora e Glorificada em todos os tempos.
Hoje, Aparecida na proteção da Pátria,
És padroeira junto às caudalosas águas do Rio Paraíba do Sul
Tendo seu templo de orações,
Olhando e abençoando seus filhos de toda a Terra.




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terça-feira, 30 de agosto de 2011

ATOS E OMISSÕES


ATOS E OMISSÕES


De repente o nunca
Se fez presente
E o jamais
Foi esquecido
O talvez
Deixou de existir
Ou voltou
Ao lugar de onde
Jamais deveria
Ter saído
Todos buscavam forma
Em minha vida
Tão ausente
Que num súbito
Olhou-se no espelho
E jogou-se para frente
De hoje em diante
Cabeça erguida
Olhos no futuro
Querer e ter
Sem medo
De ser inconsequente...


Claudete Silveira
(Clau Poeta)
junho/2010

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

FOGÃO A LENHA


Fogão a Lenha
Causos da Nona
Extraído da fábula de domínio popular

Aparecido Donizetti Hernandez






Em minha infância ouvi muitas histórias à beira do fogão à lenha, contadas por minha avó, visto que todas elas sempre com sabedoria popular, tendo seu fundo de verdade: histórias e fábulas que se perderam no tempo; histórias que ninguém sabe onde começou e quem as criou.E assim, contou, certa vez, minha avó:
"Nos primórdios tempos, onde a capivara ainda tinha rabo, cujo rabo era esbelto, lindo e vistoso, a capivara cuidava-o com muito zelo, considerando seu rabo o mais belo da fauna, e o era.
Num belo fim de tarde de verão, onde o sol quase se pondo no horizonte e a brisa fresca e suave amenizando o calor do dia; a capivara, com seu esbelto rabo, sentou-se à beira da estrada acompanhada de seu melhor amigo, o macaco - também com seu lindo e longo rabo. Ambos à beira da estrada... larga estrada de areão, onde raramente passava viva alma. Ali sentados contavam histórias um ao outro, lembravam de fatos já passados, que juntos fizeram e colocavam em dia os assuntos vigentes da floresta.
À beira da estrada, macaco e capivara estendiam seus rabos sobre a branca areia do caminho, tranquilos e proseadores mantinham-se dessa forma. Ocorreu que nessa tarde, ao longe, se ouvia o ranger de rodas, e logo a capivara alerta seu companheiro e amigo:
- Compadre Macaco não quero deixá-lo preocupado, mas o ranger são de rodas de um carro de boi.
O macaco não deu a menor importância para o alerta da Capivara e continuava com seu longo rabo sobre a estrada de areão.
A amiga capivara não entendia porque o macaco somente continuava a contar histórias de forma empolgada e fazendo estrepolias, não dando atenção ao seu alerta.
- Compadre Macaco, já estou avistando ao longe... é mesmo um carro de boi, com oito juntas e está vindo em nossa direção, tire seu rabo da estrada.
O macaco somente continuava com suas estrepolias e contando suas histórias, mantendo seu longo rabo sobre a estrada.
- Compadre macaco, tire seu rabo da estrada, o carro de boi está muito próximo. O macaco nada de tirar seu longo rabo do meio da estrada.
O carro de boi com oito juntas, carregado e rangendo suas rodas, aproxima-se mais e mais, e nada do macaco tirar seu longo rabo da estrada. A capivara continuava a se preocupar com o rabo do amigo macaco estendido sobre a estrada de areão.
- Compadre Macaco, o carro de boi está chegando e seu rabo continua na estrada.
O carro de boi chegou, o macaco recolheu seu rabo e sentou-se em cima; a capivara, que estava preocupada com o rabo de seu amigo macaco, esqueceu-se que o seu esbelto e lindo rabo, que tanto admirava, também estava na estrada, e o carro de boi passou por cima, decepando-o.
Por isso hoje as capivaras não tem mais rabo. Quem cuida do rabo dos outros esquece seu próprio rabo".
Assim, ouvi enquanto menino, histórias e fábulas, contadas por minha avó à beira do fogão a lenha...



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

AMOR AL POETA

AMOR AL POETA
Victoria Lucía Aristizábal




Amor -digo yo- con recamado aviso
Para que cante en su gentil belleza
Las odas que en sus versos son nobleza
Y en prodigiosos besos yo preciso


¡Amor! al poeta que hace caso omiso
A mi ebria pasión que tiene la certeza
Modulando el alma con esa firmeza
Para quien tiene un corazón conciso



Me rindo a su aliento, al que adivino
Evaporando vida que en raudales lanza
Como hombre sediento en cuyo destino
Cifra mis ensueños con poca confianza
¡Amo todo! como ama la esperanza


La que enjuga lágrimas en su desatino


Bogotá Colombia
Agosto 24 de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

ABSOLUTO

ABSOLUTO
- Faces do Amor -
Aparecido Donizetti Hernandez
24 de agosto de 2011.
10h07





O tempo é relativo...
Há momentos de felicidade
Que somente nossa retina pode registrar
Ou nosso corpo sentir...

- Pequenos gestos do bebê
Quando nos reconhecem,
Leves movimentos do feto no útero,
Pequenos toques de afago,
Uma pequena folha caindo ao vento,
O rodopiar da paina
Levada ao acaso pelos céus -

Nessa efêmera vida
Onde a relatividade do tempo passa em segundos
Somente o amor não pode ser relativo...
Ele transpassa o tempo todos os tempos.

- Que o amor tenha em nossas vidas
O calor intenso do sol
E seja para nossas almas
Refrescante como a suave brisa dos dias de verão.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

labirintos da alma

*** Labirintos da Alma ***
Cel (Cecília Carvalho)




Na minha inquietude, a duras penas
percebo vazados meus olhos, para que eu
não venha a perceber o que eles não querem,
já cansados de saber ...
Mergulham, voejam entre os montes,
saltitam entre as cidades,
e debruçados sobre as pálpebras, choram ...
Quiçá, fossem apenas pesadelos,
talvez sonhos mal feitos,
ai quanto eu quisera que fossem ...
Ainda ontem eu era menina,
e meus sonhos eram diferentes,
hoje, com os pés descalços, meus sonhos,
apenas retratam o amanhã ...
Eu sinto medo,
e me encolho e escondo tentando me proteger,
o que vem lá do céu não tem nome,
tem rastro de fogo e de cinzas,
destrói e é pesadelo ...




HEMATOMAS

HEMATOMAS
Carlos Lúcio Gontijo



Senti-la estrela-pele em postas
Tê-la luzidia arranhando-me as costas
Era tudo o que eu mais queria
Aquela vida em libido boa
No lugar dessa calmaria de lagoa
Dessa escadaria sem passos
Em que a paixão sentido não toma
Perdida nos hematomas da falta de abraços.


(Poema extraído do romance VIRGEM SANTA SEM CABEÇA - 2002)

ROSA DE AGOSTO

Rosa-de-Agosto...
J.J. Oliveira Gonçalves



És a Rosa-Mulher - nesta Invernia
Que aos poucos me conduz ao ruivo Ocaso!
Ah, não chegaste, agora, por acaso
Crê: quando a minha vida está vazia!

No verso, Sonho e teço a Fantasia
Mas vivo - por viver - a Realidade!
Já se foi da Razão a sanidade
E até já me intimida a luz do dia!

Em meus cabelos, sei, caiu a neve
E o verso que te quer, hoje, é mais leve
E a rima, vê: do orvalho tem o gosto!

Navego em teus olhos - mansos lagos
Que flertam... E a trocar mudos afagos
Fazem primaveril meu Quase-Agosto!

Porto Alegre, 23 de agosto/2011. 14h14min



Animada_VirrtuosoTriste_PensamentoMenezes1

PERDOA-ME, AMOR!

Perdoa-me, Amor!
Dioni Fernandes Virtuoso



A saudade sufoca meu coração,
é chegada a hora de voltar...
Vem, receba-me com a mesma emoção
como da primeira vez que me viu chegar...

Pelos caminhos que percorri
muito sofri, muito chorei,
mas também, muito aprendi
e com meu amor ensinei...

Espero que não seja tarde
para pedir o seu perdão,
mas se for... Não faça alarde!

Diga apenas um vingativo não!
Partirei sem rumo pela vida,
levando este amor no coração...


Criciúma, 10/08/2011

domingo, 21 de agosto de 2011

CHEIRO DO PASSADO


Cheiro do Passado
Delasnieve Daspet




Quanto resta da estação das rosas?
Já não acompanho o tempo.
O frio da saudade me toma.


Faz tempo, é verdade!
As pedras já se cobrem de musgos,
Eu caminho
Em busca da rosa rubra!


E o cheiro do passado
( Tomilho, manjericão, lavanda, rosas )
Que torna e toma conta,
E me fazem sonhar todos os sonhos....
Absurdos sonhos, as escondidas!


No olhar que sorri para mim
Revejo nossas tristezas,
Nossas pequenas alegrias,
E no baixar da cortina,
O grande silêncio da eternidade!



Campo Grande MS






























SUBLIME EXISTÊNCIA






sexta-feira, 19 de agosto de 2011

TRANSMUTAÇÃO DA ALMA

TRANSMUTAÇÃO DA ALMA
Aparecido Donizetti Hernandez



Quando encontrar-se com saudades,
Com aflições, com dúvidas, com desejos...
Com medo de minha ou de sua partida
Imaginando estares na escuridão onde não há amor,
Nunca te esqueças, tu és a luz do nosso amor,
Não tema! Não tema a escuridão,
Pois você irradia luz,
Não chores, seus lábios e seus olhos
Foram feitos para sorrir,
Não peça-me para ficar, tu me atrais como um imã...
Tu és a gravidade que segura meu corpo firme ao chão.
Eleva minha mente ao infinito, transmuta-me pelo Tempo...

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

ROSA VERMELHA


ROSA VERMELHA
Ary Franco




Acordo com o sol sorrindo para mim.
Palavras em meu peito querem falar.
Vou à varanda, vejo meu jardim.
Uma rosa brotou, parece me olhar.


É linda, esplendor da natureza.
Pena seres efêmera, fico a pensar.
Vermelha, pujante, cheia de pureza
Mas logo em breve irás definhar.


Desço ao jardim, para ela caminho.
Sinto seu olor me impregnar.
Afago suas pétalas com carinho.
Poucos dias tenho para te apreciar.


Quando deveras te fores.
Apenas os espinhos vão ficar,
Mas hão de vir novas flores
E no mesmo galho brotar!







Maxinira Carlota



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

CACOS






Cacos
Delasnieve Daspet





.
A tarde - prelúdio de paz.
Ao longe o rádio tocava uma
tola música romântica.
A mesma que eternizou em minha mente
efêmeros momentos em que
flashmemoro o passado.
.
As canções quando estamos apaixonados
nos enganam. Noz fazem sentir o céu
embora não se admita.
.
Depois, elas deixam cicatrizes tão fundas,
( com alto custo de inventário!),
perenemente abertas.
.
Ao som da melodia, me sinto gata de tapera.
E em profundo choro de desconsolo
Entôo boleros amargos,
e junto os inúmeros pedaços e cacos
do coração partido...
Campo Grande MS

terça-feira, 16 de agosto de 2011

TEMPO PERDIDO


TEMPO PERDIDO
Carlos Lúcio Gontijo








Andei adiando festas
Cancelando encontros
Espreitando frestas
Assistindo à vida
Cerrando braços
Prevendo feridas
Amarrando passos
Temendo desenganos
Desfazendo laços
Guardando panos
Não semeei na chuva
Nem colhi no sol
Perdeu o brilho a velha louça
E encontrei nas dobras do lençol
Os seios da moça que cismei guardar
Pra gozar no tempo que não viria.










segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O POLIGROTA








De: "Hilma Ranauro"
Assunto: "O Poligrota
"









"O POLIGROTA"




(Nhô Bentico)
Itapetininga - SP













É verdade matemática
que ninguém pódi negá,
que essa história de gramática
só serve pra atrapaiá.
Inda vem língua estrangêra
ajudá a compricá.
Mió nóis cabá cum isso
pra todos podê falá.

Na Ingraterra ouví dizê
que um pé de sapato é xu.
Desde logo já se vê,
dois pé deve sê xuxu.
Xuxu pra nóis é um legume
que cresce sorto no mato.
Os ingrêis lá que se arrume,
mas nóis num come sapato.

Na Itália dizem até,
eu não sei por que razão,
que como mantêga é burro,
se passa burro no pão.
Desse jeito pra mim chega,
sarve a vida no sertão,
onde mantêga é mantêga,
burro é burro e pão é pão.

Na Argentina, veja ocêis,
um saco é um paletó.
Se o gringo toma chuva
tem que pô o saco no sór.
E se acaso o dito encóie,
a muié diz o pió:
''Teu saco ficô piqueno,
vê se arranja ôtro maió!'

Na América corpo é bódi.
Veja que bódi vai dá.
Conheci uma americana
doida pro bódi emprestá.
Fiquei meio atrapaiado
e disse pra me escapá:
Ói, moça, eu não sou cabra,
chega seu bódi pra lá!

Na Alemanha tudo é bundes.
Bundesliga, bundesbão.
Muita bundes só confunde,
disnorteia o coração.
Alemão qué inventá
o que Deus criou primêro.
É pecado espaiá
o que tem lugar certêro.

No Chile cueca é dança
de balançá e rodá.
Lá se dança e baila cueca
inté a noite acabá.
Mas se um dia um chileno
vié pro Brasir dançá,
que tente mostrá a cueca
pra vê onde vai pará.

Uma gravata isquisita
um certo francês me deu.
Perguntei, onde se bota?
E o danado respondeu.
Eu sou home confirmado,
acho que num entendeu,
Seu francês mar educado,
bota a gravata no seu!

Pra terminar eu confirmo,
tem que se tê posição.
Ô nóis fala a nossa língua,
ô num fala nada não.
O que num pode é um povo
fazê papér de idiota,
dizendo tudo que é novo
só pra falá poligrota.

* * * * *


SER PAI








SER PAI
Aparecido Donizetti Hernandez
14 de agosto de 2011.
22h15









O pai é aquele que nos espelhamos...
Quando menino, nossas referências,
Quando menina, nossa paixão e conselheiro.
Quando junto conosco, incompreendido,
Quando vai cedo, mais falta faz!
Quando conseguimos vê-lo envelhecer, um privilégio,
Quando parte, mais saudades trás.
Quando estamos junto a esse escolhido
Para dirigir nossos passos
Ao desconhecido da vida, teimamos em não ouvi-lo,
Quando não mais temos seus conselhos, o compreendemos.
E hoje na distância, nunca te esqueço... meu pai!



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

PANTANEIRA


Pantaneira

Delasnieve Daspet
.



Vivo às margens das pradarias.
À beira dos rios,
Meu pequeno planeta é de pura água!
Àgua cristalina..



Moro à sombra das cachoeiras.
Cavernas lindas são meu habitat!
Ganho bom dia de lindos pássaros
Que caminham no azul do espaço!.



A ararinha azul vive em meu quintal.
Lindas borboletas dardejam em meu jardim.
Se eu for ao cerrado com certeza
Verei as onças pintadas bebendo
Àgua nos corixos juntos
Dos veados e jacarés! .

A minha lua,
Será sempre a mais bela,
Com seus raios prateados
Fulgurando nos rios,
Nas matas,
Nas cidades,
Sou pantaneira,
Canto a exuberância de minha terra!.
Sou um ser estranho,
Uma figura de mulher,
Que se debruça à janela de tu'alma
Esperando fazer chegar a ti
Meus sonhos!



Delasnieve Daspet - 17.10.2000








sexta-feira, 5 de agosto de 2011

POEMA SOMBRIO

POEMA SOMBRIO
"A esperança é o sonho do homem acordado". Aristóteles
Aparecido Donizetti Hernandez





Acordei bem disposto,
Noite sem sonhos sem pesadelos...
O sonho do repouso não veio,
Mas, sei que minha alma deixou o corpo
Para ir ao paraíso...
Não estive com Deus,
Mas, sei que estava acompanhado de anjos...
Anjos que sempre me acompanham
Para evitar meus pesadelos...
Meu pesadelo tenho acordado, são meus medos...
Medo de não te compreender e te perder
Na cilada da vida,
Nas encruzilhadas do destino,
E nos desencontros do tempo,
Medo de dormir e não te ver nem mesmo nos sonhos...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ALMAS AMANTES



Créditos:Tutorial creado por, Luz Cristina, México...,ArtedesignerCandy Saad






Almas amantes
Candy Saad





O que sinto por você,
foge ao meu entendimento...
Não raciocino nem por um momento,
vivo apenas a emoção...
Te conheço desde que o mundo é mundo,
porém fui reencontra-lo somente agora,
durante esse tempo minha alma sentida,
chorou sua ausência...
Acredito que agora é nossa hora!
Nada mais nos separará...
O tempo de Deus não é nosso tempo...
Esse vazio será preenchido com amor perfeito,
por duas almas amantes que esperaram por tanto tempo,
para na eternidade toda se amar...

SILHUETA AO LUAR


SILHUETA AO LUAR
Paulo Silveira de Avila




No meio das folhas dos coqueirais,
canta o vento uma canção
no calor da tarde com cheiro de relva
e me faz voejar
sobre um mundo de fantasias.
Ah, quem me dera voar como o condor,
das nuvens mirar as montanhas azuis,
os lagos,
o vaivém das ondas
que escorrem na miragem poética
onde a tua imagem
flutua na vaga nostalgia.
A noite se cala
e trouxe com ela a poesia
meditando o teu cantar em oração.
O vento travesso tece um tapete
de folhas douradas ao brilho do luar,
e eu adormeço com a lua
entrando pela janela.
no acalanto do teu amor.




EVAPORAÇÃO


EVAPORAÇÃO

Carlos Lúcio Gontijo








Arreio o cavalo baio da saudade
E saio por aí feito raio
Carregando balaio de lembranças
Tropeço em desejos
Em beijos caio
Apesar da procura de outros afagos
Tateio e trago a fumaça de sua presença
Que evapora do corpo em que vagueio...