Dor que condena, que corrói e mata
O querer, o sonhar, o lutar e o desejo
Neste coração que bate em meu peito e me maltrata
Sufocado, triste, doído e pejo.
Dor por tantos ignorada e despercebida
Meus olhos que ocultam esta dor que tanto crucia
Que sangra e me faz frágil, impotente e calada
Como uma torrente que aos poucos esvazia.
Dor da ilusão, da paixão e do amor não vivido
Apenas sonhado e não realizado
Faz do meu coração tão sensível e sofrido
Vertendo lágrimas alma amargas neste coração dolorido.
Dor que não passa me faz sem graça
Apenas trazendo infelizmente a desgraça
Deixando cair lágrimas de minh'alma e só podendo calar
De nunca poder querer, sonhar, lutar e desejar
E silenciosamente amar, amar e amar.
Maria Helena de Assis Chaves
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