quinta-feira, 29 de julho de 2010

DESTINO

Destino
Delasnieve Daspet



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Não conhecemos o destino,
Mas é forçoso termos um
Destino qualquer.
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Tudo que nasce,
Que existe, que vive, funciona,
Morre e renasce para a harmonia do universo.
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Tudo se transforma...
Parecem morrer a fim de renascer.
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Amanhã já não seremos,
Nada, além de uma palavra
Que ninguém pronunciará...
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Gosto ocre de se sentir só,
Perene solidão!
DD_Campo Grande-MS, 06.07.2010.

BOM DIA, SOLIDÃO!

Bom Dia, Solidão!

Delasnieve Daspet



Estou só por opção.
Prefiro uma vida com mais liberdade,
Sem cobranças,
Amar quem saiba amar.

Que adianta um marido
Um namorado,
Se na essência estamos desacompanhadas?

A solidão bem resolvida
É o caminho de ser feliz.
Tempo de se encontrar,
Fazer o que se gosta,
Quando se quer,
Eis que na verdade
Estar só não é solitário!

Uma companhia só para se ter companhia?
Melhor mesmo e ficar a sós,
Não é dificil entender-se!

Gosto de amar e de ser amada,
De andar de mãos dadas,
De abraçar e ser abraçada,
De mimar e ser mimada,
Mas sem patologia, sem estigmas,
Gosto de estar comigo,
Não me restrinjo!

Não sacrifico mais
O meu recolhimento,
Gosto de mergulhar-me
- bem a fundo -
E me ver sem máscaras,
Sem neón,
Sem perfume!

Não me arrisco mais:
Olho-me!
Assim, as minhas tristezas,
As verdades estabelecidas,
As minhas dúvidas,
Ficam em equilíbrio...
E posso afirmar-me:
Bom dia, solidão!
DD_31-12-2001 - Campo Grande MS

AMIGOS

Amigos,
as flores encantam !!!
Amo flores
e tenho em casa .
Não tenho um jardim,
mas pequenos vasos
que cuido com carinho !

Que nossos caminhos sejam perfumados
como se estivéssemos em um lindo jardim,
repleto de flores diversas !

Que tratemos a todos
com a mesma delicadeza
que tratamos das flores !

Desejamos lindo dia hoje e sempre,
repleto de coisas boas !
beijos e carinhos nossos
Tânia Sueli

SOMOS MESMO HUMANOS?

SOMOS MESMO HUMANOS?


ROBERTO ROMANELLI MAIA
ESCRITOR,JORNALISTA E POETA


A cozinha parecia um deserto
sem nada que lembrasse comida.
Nada que pudesse encher um prato.
Nada que aliviasse a fome
daqueles que lá fora esperavam.
Aguardavam por algo que não existia
em sua casa.
Que custaria novamente a chegar.
Pobreza e miséria à vista para todos
que a quisessem ver e sentir.
Realidade de um mundo onde bilhões
de seres nada têm sequer para comer.
Em seu prato, apenas lágrimas de sangue
e nada mais.
Sim, que mundo é esse que permite
crianças, jovens e idosos morrerem
de inanição?
Por ausência, omissão ou indiferença
daqueles que tudo podem, tudo querem
e tudo possuem.
A fome presente, tendo diante de si
um prato vazio, sem um simples pão.
Até mesmo a presença de moscas
que sabem: nada vão obter
nessa mesa vazia.
E até os ratos fogem de tanta pobreza
e miséria.
Mas finalmente, eles, os excluídos
de tudo, chegam e entram em casa.
Olhando para os lados e para o nada
que se apresenta diante deles.
Com a fome batendo e batendo
em seus estômagos.
Com lá fora ressoando a pergunta:
somos mesmo seres humanos?
Nenhum som.
Nenhuma resposta.
Apenas o silêncio.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A ÁRVORE


A ÁRVORE

poema

(José Fortuna)




Onde eu nasci, hoje uma árvore nasceu, quem sabe se não sou eu encarnado na madeira
Talvez minha alma, porque também serei terra, naquele lugar me espera, em forma de uma paineira
Está verdinha como o verde da esperança, como quando fui criança, a minha mãe me embalava
Igual a árvore, que no vento se embalança, sobre o campo da lembrança, e eu pensei que não voltava.

Árvore, sobre o chão se fez raiz
Árvore num mourão também me fiz
Mourão, galho morto agora sou
Sobra, de uma arvore que secou.

Por sobre ela, hoje cantam passarinhos, beija-flor com fios fez ninhos, fios do tempo que passou
Meu lar, meu ninho de onde voei a vez primeira, na partida derradeira, de quem nunca mais voltou
Árvore nova, se sou eu que estou ali, guarde um lugar sob ti, pra descansar no meu fim
E guarde as flores que abrirem na primavera, e quando eu também for terra, deixe-as cair sobre mim.

terça-feira, 27 de julho de 2010

NAVEGANDO

A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.

Aparecido Donizetti Hernandez


NAVEGANDO
Aparecido Donizetti Hernandez



Navego o turbulento barco de minha vida...
Turbulento e cismado barco de angústias,
Angústias que parecem fazer parte de todas as existências.
- Turbulento barco de minha existência -

Barco turbulento à procura de águas calmas
A fazer contra-ponto aos turbilhões internos de minha alma,
Onde encontro tais águas a não ser junto a ti,
Que tens o dom de acalmar o turbulento barco de minha vida.

Minhas angústias parecem amainar com sua presença,
Presença de águas calmas, que geram esperanças
Nas angústias de minha alma.
Somente você me acalma,
Tens o dom de purificar minha alma.

ASSIM COMO AS FOLHAS QUE TREMEM

Assim Como As Folhas Que Tremem...
Delasnieve Daspet


Assim, como o sol que se curva a cada manhã;
Assim, como as folhas que tremem
Com a brisa refrescante;
Assim, como um pássaro a céu aberto,
Numa ânsia que toma,
Assim, no meu silêncio, este lamento.

Escrevo no pó da estrada
A profunda dor de minha mágoa.
E na aridez de minha saudade,
Com o canto preso na garganta,
Sou a lágrima triste
Que pinga sobre tua lembrança!

Assim sou, assim sigo
Um mero reflexo na janela...
Esta mentira é tão real que dá pena,
Sem perceber, sou eu mesma, quem vaga,
Na multidão que não passa...

CAMPO GRANDE MS
31.05.04

ABSOLUTA AUSÊNCIA

Absoluta Ausência
Delasnieve Daspet



Oh! Luar da noite, ajuda-me!
Eis-me, no entardecer,
Caminho já estreito,
Deixei-me tomar de repentino,
Tardia, enlouquecedora força...

Após ler as linhas,
Só penso nisso.
Já não consigo esconder ,
Já não camuflo nos ventos que ondulam,
O desejo que toma conta.

O vento sul, que limpa as nuvens,
Bate com insistências as janelas que fechei.
Desliguei a TV, não importa,
Ferrenha, quero por uma pedra, na fenda...

Mas o pensamento, esse matreiro,
Me lembra que lá,
Dentro d´alma
Em todos os momentos
Está o sonho que não ouso sonhar!

E já rememoro, cheia de saudades,
O ritual que agora nego,
O sabor que não permito,
Que gosto terá o suor, o beijo?


E, Lua e Sol que somos,
Chegas e saio de cena.
Silenciosa, sem calor,
Na dolorida madrugada.

Ainda assim, sinta-me, sempre,
Estarei contigo, no mesmo pensamento,
Ainda que em absoluta ausência!
*
Campo Grande-MS
12-08-05

ROSA AZUL

ROSA AZUL
Daniel (Sergio Apollinario)


A rosa é sempre bela
De branca a encarnada
Mas rosa azul é aquela
Que por amor foi pintada

PINTANDO A ALMA

A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.

Aparecido Donizetti Hernandez


PINTANDO A ALMA
Lucy Bortoni Nazaro


Um ontem esquecido na mente trouxe o dia... nova vida
pintada cortada colada pensada colorida permitida
um hoje conscientemente apareceu finalmente
viu o verde herdado preparado manchado e esquecido num repente.

Colorido de um vermelho malvado salgado molhado
deixado perdido sem sentido não revelado
peguei então meus pincéis olhei o azul sem cor de céu
e comecei minha tela retirando um imenso véu.

O cavalete era o vento que ajudava a trabalhar
inspirava a pincelada no seu lento soar
sem a pressa dos finitos imaginei começar
tinha tudo ali mesmo precisava apenas olhar.

Junto ao lado a inspiração compassada batia com o coração
bailavam nuvens copadas ao som de uma canção
estrelas se juntavam e riam de minhas tintas
na vingança colorida as transformei somente em pintas.

Anjos e asas e olhos e tronos sem donos se amontoavam
exibindo seu vigor me pedindo por favor...
mas eu queria o inusitado e esperei com muita calma
até que enfim descobri queria pintar a alma.

Guardei telas e tintas não levara as cores do infinito
o vermelho não seria, o verde não poderia
o azul pertence ao céu, o amarelo ao sol
o branco é da paz e até muito bonito.

o lias é para orquídeas mas e as cores do infinito?!
volto quando descobrir...



Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez


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Lilian Regina de Andrade