SONETO
Eu calo a triste voz bem lá no fundo
Eu falo de uma dor em si tão fria
Eu beijo um desespero numa via
E engulo um amargor maior que o Mundo.
Insisto em relembrar nenhuma história
Largada pelo hoje em plena pista
Não há maior fedor, por mais que exista
Que aquele que eu beijo numa escória.
Eu grito em uma curva em pé e largada
A culpa da existência em mim nascida
Como um dilema morto em vão, sem fim.
Eu vejo meu presente na calçada
Casada pelo amor de uma ferida
Aquela que nasceu de vez em mim.
Dos Anjos
Último soneto do Poeta,encontrado morto no último dia 11/8 em Passos-MG).
A iniciativa pretende a maior divulgação de poemas e poesias, que circulam na Internet. Somente serão postados poemas e poesias com a identificação do autor ou autora, se você encontrar um poema ou poesia sua nesse blog e quiser divulgar sua biografia, contato e foto enviem e-mail para www.hernandez.aparecidodonizetti@gmail.com
sábado, 29 de agosto de 2009
Mara...
Mara sentia pássaros pousando na cabeça.
Solitária, sentia luz nos pés e nos cabelos,
a eletricidade dos relâmpagos.
Numa tarde de setembro, a previsões do tempo,
anunciavam pancadas de chuva.
A casa estava em desordem.
Os ventos levaram as roupas do varal.
Mara, linda, loura, de olhos claros,
uma mulher madura, toda nua,
rodopiava no quintal e aos gritos,
repetia o nome dos amores que a abadonaram.
Via-se em frangalhos refletidos nos espelhos do quarto e da sala.
O amor, recitado pelos trovadores,
amantes e profetas, deveria voltar àquela casa, para salvá-la.
Raimundo Lonato.
Solitária, sentia luz nos pés e nos cabelos,
a eletricidade dos relâmpagos.
Numa tarde de setembro, a previsões do tempo,
anunciavam pancadas de chuva.
A casa estava em desordem.
Os ventos levaram as roupas do varal.
Mara, linda, loura, de olhos claros,
uma mulher madura, toda nua,
rodopiava no quintal e aos gritos,
repetia o nome dos amores que a abadonaram.
Via-se em frangalhos refletidos nos espelhos do quarto e da sala.
O amor, recitado pelos trovadores,
amantes e profetas, deveria voltar àquela casa, para salvá-la.
Raimundo Lonato.
Sonhos
Sonhos
Se sonhar for grande pecado
Queira Deus perdoar a quem os tem
Pois quem ti fez assim tão belo
Deveria está sonhando também
Pois tens o aroma das rosas
Essência da vida há em ti
Quando passas fico toda prosa
O sentimento mais puro em mim
Em ti encontro a pureza
Dos contos e romances enfim
Talvez seja só minha cabeça
Que vive pensando em ti
Teu amor é como um passarinho
Que está livre para voar
Os teus braços são como o ninho
Que estão prontos a me abrigar
Como um misto de rara beleza
Assim é, para mim teu olhar
Para tudo, até o universo
O que eu quero, é mesmo sonhar.
Autoria: Mara Laurentino
Se sonhar for grande pecado
Queira Deus perdoar a quem os tem
Pois quem ti fez assim tão belo
Deveria está sonhando também
Pois tens o aroma das rosas
Essência da vida há em ti
Quando passas fico toda prosa
O sentimento mais puro em mim
Em ti encontro a pureza
Dos contos e romances enfim
Talvez seja só minha cabeça
Que vive pensando em ti
Teu amor é como um passarinho
Que está livre para voar
Os teus braços são como o ninho
Que estão prontos a me abrigar
Como um misto de rara beleza
Assim é, para mim teu olhar
Para tudo, até o universo
O que eu quero, é mesmo sonhar.
Autoria: Mara Laurentino
Faces
Faces
Teu espírito
luz tarde
chegando
a Deus.
Criança
cantando
um verso
acordando
a mãe.
Um espectro
solitário a girar
entre galáxias.
Um nada
ébrio
de tudo.
Raimundo Lonato
Teu espírito
luz tarde
chegando
a Deus.
Criança
cantando
um verso
acordando
a mãe.
Um espectro
solitário a girar
entre galáxias.
Um nada
ébrio
de tudo.
Raimundo Lonato
SORAIA
SORAIA
“B” rilhos em seus olhos,
“R “ubra sua pele,
“I “mponente mulher
“M”agica e sedutora,
“A”miga
“S”orri com os lábios e com o meigo
“O”lhar,
“R”ara magia de
“A”mor,
“I”nspiradora de minhas
“A”ngustias e paixões.
Aparecido Donizetti Hernandez
28/08/2009 – 23H49
“B” rilhos em seus olhos,
“R “ubra sua pele,
“I “mponente mulher
“M”agica e sedutora,
“A”miga
“S”orri com os lábios e com o meigo
“O”lhar,
“R”ara magia de
“A”mor,
“I”nspiradora de minhas
“A”ngustias e paixões.
Aparecido Donizetti Hernandez
28/08/2009 – 23H49
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Dura Elegia
Dura Elegia
Senhora, fizeste grande, tão grande, a nossa América.
Deste-lhe um puro rio, de águas colossais:
deste-lhe uma árvore alta de infinitas raízes:
um filho teu digno de sua pátria profunda.
Todos nós fizemos dele querido junto a essas orgulhosas
flores que cobrirão a terra em que descansas,
todos ficaríamos felizes que viessem do fundo
da América, através das selvas e do deserto,
para que assim acariciarem tua fase cansada
sua nobre mão cheia de louros e despedidas.
Porém outros vieram pelo tempo e pela terra,
senhora, e te acompanha neste adeus amargo
para aquele que negou a boca de seu filho
e a ele o inflamado coração que guardavas.
Para tua sede negaram a água que criaste.
O manancial remoto de sua boca afastarão.
E não servem as lágrimas nesta pedra quebrada
em que dorme uma mãe de fogo e de cravos.
Sombras da América, heróis coroados de fúria,
de neve, sangue, mar, tempestade e pombos,
aqui: vem a fundo que esta mãe em seus olhos
guardava para o claro capitão que esperamos:
heróis vivos e mortos de nossa grande bandeira:
O’Higgins, Juarez, Cárdenas, Recabarren, Bolívar,
Martí, Miranda, Artigas, Sucre, Hidalgo, Morelos,
Belgrano, San Martin, Lincoln, Carrera, todos,
venham, encher o vazio de nosso grande irmão
e que Luiz Carlos Prestes sinta em sua cela o ar,
as asas torrenciais dos pais da América.
A casa do tirano tem hoje uma presença
grave como um imenso anjo de pedra,
a casa do tirano tem hoje uma visita
dolorosa e dormida como uma lua eterna,
uma mãe aos prantos, de vingança, de flores,
uma mãe de luto, de bronze, de vitória,
olhará eternamente os olhos do tirano,
até enterrar neles nosso luto mortal.
Senhora, hoje herdamos tua luta e tua dor.
Herdamos teu sangue que não teve descanso.
Juramos à terra que te recebe agora
não dormir nem sonhar até a volta de teu filho.
E como em teu colo sua cabeça faltava
também nos falta o ar que seu peito respira
nos faz falta o céu que sua mão mostrava.
Juramos continuar as detidas veias,
as detidas chamas que em tua dor cresciam.
Juramos que as pedras que virão a deter-te
vão a escutar os passos do herói que retorna.
Não tem prisão para Prestes que esconda seu diamante,
o pequeno tirano quer ocultar o fogo
com suas pequenas asas de morcego frio
e se envolve no impulso silêncio da ratazana
que furta nos corredores do palácio noturno.
Porém como uma brasa acesa incandescente
através das barras de ferro em cinzas
a luz do coração de Prestes sobressai.
Como nas grandes minas do Brasil a esmeralda,
e como em nossos bosques de índole poderosa
sobressai uma estátua de estrelas e folhagem,
uma árvore das terras sedentas do Brasil.
Senhora, fizeste grande, tão grande, a nossa América,
e teu filho algemado combate junto a nós,
a nosso lado, cheio de luz e de grandeza.
Nada pode o silêncio da aranha implacável
contra a tempestade que desde hoje herdamos.
Nada podem os lentos martírios deste tempo
contra seu coração de madeira invencível.
O chicote e a espada que tuas mãos de mãe
passarão pela terra como um sol justiceiro
iluminado as mãos que hoje te cobrem de terra.
O que feriu teus cabelos trocaremos amanhã,
Amanhã romperemos o doloroso espinho.
Amanhã inundaremos de luz o tenebroso
cárcere que há na terra.
Amanhã venceremos
e nosso Capitão estará junto a nós.
Pablo Neruda
Senhora, fizeste grande, tão grande, a nossa América.
Deste-lhe um puro rio, de águas colossais:
deste-lhe uma árvore alta de infinitas raízes:
um filho teu digno de sua pátria profunda.
Todos nós fizemos dele querido junto a essas orgulhosas
flores que cobrirão a terra em que descansas,
todos ficaríamos felizes que viessem do fundo
da América, através das selvas e do deserto,
para que assim acariciarem tua fase cansada
sua nobre mão cheia de louros e despedidas.
Porém outros vieram pelo tempo e pela terra,
senhora, e te acompanha neste adeus amargo
para aquele que negou a boca de seu filho
e a ele o inflamado coração que guardavas.
Para tua sede negaram a água que criaste.
O manancial remoto de sua boca afastarão.
E não servem as lágrimas nesta pedra quebrada
em que dorme uma mãe de fogo e de cravos.
Sombras da América, heróis coroados de fúria,
de neve, sangue, mar, tempestade e pombos,
aqui: vem a fundo que esta mãe em seus olhos
guardava para o claro capitão que esperamos:
heróis vivos e mortos de nossa grande bandeira:
O’Higgins, Juarez, Cárdenas, Recabarren, Bolívar,
Martí, Miranda, Artigas, Sucre, Hidalgo, Morelos,
Belgrano, San Martin, Lincoln, Carrera, todos,
venham, encher o vazio de nosso grande irmão
e que Luiz Carlos Prestes sinta em sua cela o ar,
as asas torrenciais dos pais da América.
A casa do tirano tem hoje uma presença
grave como um imenso anjo de pedra,
a casa do tirano tem hoje uma visita
dolorosa e dormida como uma lua eterna,
uma mãe aos prantos, de vingança, de flores,
uma mãe de luto, de bronze, de vitória,
olhará eternamente os olhos do tirano,
até enterrar neles nosso luto mortal.
Senhora, hoje herdamos tua luta e tua dor.
Herdamos teu sangue que não teve descanso.
Juramos à terra que te recebe agora
não dormir nem sonhar até a volta de teu filho.
E como em teu colo sua cabeça faltava
também nos falta o ar que seu peito respira
nos faz falta o céu que sua mão mostrava.
Juramos continuar as detidas veias,
as detidas chamas que em tua dor cresciam.
Juramos que as pedras que virão a deter-te
vão a escutar os passos do herói que retorna.
Não tem prisão para Prestes que esconda seu diamante,
o pequeno tirano quer ocultar o fogo
com suas pequenas asas de morcego frio
e se envolve no impulso silêncio da ratazana
que furta nos corredores do palácio noturno.
Porém como uma brasa acesa incandescente
através das barras de ferro em cinzas
a luz do coração de Prestes sobressai.
Como nas grandes minas do Brasil a esmeralda,
e como em nossos bosques de índole poderosa
sobressai uma estátua de estrelas e folhagem,
uma árvore das terras sedentas do Brasil.
Senhora, fizeste grande, tão grande, a nossa América,
e teu filho algemado combate junto a nós,
a nosso lado, cheio de luz e de grandeza.
Nada pode o silêncio da aranha implacável
contra a tempestade que desde hoje herdamos.
Nada podem os lentos martírios deste tempo
contra seu coração de madeira invencível.
O chicote e a espada que tuas mãos de mãe
passarão pela terra como um sol justiceiro
iluminado as mãos que hoje te cobrem de terra.
O que feriu teus cabelos trocaremos amanhã,
Amanhã romperemos o doloroso espinho.
Amanhã inundaremos de luz o tenebroso
cárcere que há na terra.
Amanhã venceremos
e nosso Capitão estará junto a nós.
Pablo Neruda
Blackout
Blackout
Desconhecia o princípio
das horas de febre e lágrimas.
Amores choraram ciúmes,
soltaram-se,
derramaram-se
em palavras.
Vagarosas,
passaram-se as horas.
Sem respostas às dádivas,
a vida tecia dúvidas
barulhando na alma.
O horizonte deixou marcas
sentindo tua pele.
O céu e o sol refletiam teus olhos,
Nos rituais de guerra.
Ao celebrar a vida,
teu suor regava
flores e pastos.
Em êxtases,
lambias os lábios dos dragões,
sorvias o calor e a fúria dos guerreiros.
Na tua ausência, não choramos.
Semeamos tuas sementes,
recolhemos teus frutos.
Raimundo Lonato
Blackout
(Para Cesar Gambirra.No mundo espiritual desde 5/08/09)
Desconhecia o princípio
das horas de febre e lágrimas.
Amores choraram ciúmes,
soltaram-se,
derramaram-se
em palavras.
Vagarosas,
passaram-se as horas.
Sem respostas às dádivas,
a vida tecia dúvidas
barulhando na alma.
O horizonte deixou marcas
sentindo tua pele.
O céu e o sol refletiam teus olhos,
Nos rituais de guerra.
Ao celebrar a vida,
teu suor regava
flores e pastos.
Em êxtases,
lambias os lábios dos dragões,
sorvias o calor e a fúria dos guerreiros.
Na tua ausência, não choramos.
Semeamos tuas sementes,
recolhemos teus frutos.
Raimundo Lonato
Blackout
(Para Cesar Gambirra.No mundo espiritual desde 5/08/09)
Por que te amo?...
Por que te amo?...
Por que tentar explicar
O que é inexplicável?
Como falar de um amor
Misterioso, adorável?...
Te amo pois te preciso,
Te amo de amar sem fim!
E espero que também
Tu necessites de mim...
Te amo porque te amo,
É isso... simples assim!
Se te amo, simplesmente,
Porque amo te amar,
Se adoro te adorar,
Se te quero loucamente,
Que posso pedir aos céus?
Que dure infinitamente!...
Te amo porque te amo,
Te amo de amar sem fim...
Te amo porque te amo,
É isso.. simples assim!
Oriza Martins
Por que tentar explicar
O que é inexplicável?
Como falar de um amor
Misterioso, adorável?...
Te amo pois te preciso,
Te amo de amar sem fim!
E espero que também
Tu necessites de mim...
Te amo porque te amo,
É isso... simples assim!
Se te amo, simplesmente,
Porque amo te amar,
Se adoro te adorar,
Se te quero loucamente,
Que posso pedir aos céus?
Que dure infinitamente!...
Te amo porque te amo,
Te amo de amar sem fim...
Te amo porque te amo,
É isso.. simples assim!
Oriza Martins
Deus...
Dai-me o poder de não desanimar
De poder olhar para o futuro com alegria
De esperar todos os dias algo de bom...
Não me deixe desistir
Levante-me os olhos para a vida,
e que ela possa me parecer linda sempre.
Só o Senhor tem o poder de me iluminar,
então, faça da minha vida uma claridade plena,
faça que meu coração sinta a luz do amor,
e que eu possa dar amor ao meu irmão
sem medir esforços.
Lhe peço ainda: Não me deixe parar
nunca, e que minhas esperanças
se renovem a cada dia!
(Vilma Galvão)
Dai-me o poder de não desanimar
De poder olhar para o futuro com alegria
De esperar todos os dias algo de bom...
Não me deixe desistir
Levante-me os olhos para a vida,
e que ela possa me parecer linda sempre.
Só o Senhor tem o poder de me iluminar,
então, faça da minha vida uma claridade plena,
faça que meu coração sinta a luz do amor,
e que eu possa dar amor ao meu irmão
sem medir esforços.
Lhe peço ainda: Não me deixe parar
nunca, e que minhas esperanças
se renovem a cada dia!
(Vilma Galvão)
Quero
Quero
Quero a vida em plumas,
verdes, azuis e rosas.
Quero o céu,
quero o mar.
quero tudo.
Ó, alma!
Quero pular
e cantarolar.
- Larilaralá!
Ó, vida!
Quero cantar
a alegria das cores
quero ser pássaro
soltando as cores no ar.
Raimundo Lonato
Quero a vida em plumas,
verdes, azuis e rosas.
Quero o céu,
quero o mar.
quero tudo.
Ó, alma!
Quero pular
e cantarolar.
- Larilaralá!
Ó, vida!
Quero cantar
a alegria das cores
quero ser pássaro
soltando as cores no ar.
Raimundo Lonato
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