segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Grito de amor

GRITO DE AMOR



Cansei de gritar
Aos quatro cantos do mundo
Que eu amo você
Todo mundo me ouviu...
Menos você

Falei
Cantei
Gritei
Escrevi
Será que só você não entendeu?

Nesse grito de amor
Saíram belas poesias
Lindas musicas
E tristes lagrimas

Será que um dia vai me ouvir?
Meu coração por muitas vezes
Falou por mim
Meu corpo por ti chamou

Meus atos nunca mentiram.
O amor que sinto por ti
Hoje já cansada
Pergunto-lhe...
Você me ouviu?

Será que entendeu?
Esse pobre coração que tanto ama
Que por ti tanto chama!
Espero que o dia em que você ouvir...
Ele possa te dizer que ainda te ama

Ouça-me...
Enquanto ainda há tempo
Esse meu grito
UM GRITO DE AMOR



IVONE MACIAS
Ana!

Ana de pés descalços,
Limpa o terreiro, enquanto
Seu amado curte o couro,
Para com lances de mãos habilidosas
Trançar a charroa.
Enquanto trança, um laço,
laço que servirá para laçar,
a vida.
Ana de pés descalços,
De mão habilidosas,
De semblante carinhoso,
De voz suave.
Ana, pôr ti sou grato
Poucos tem o privilegio,
De vê-la seguindo a vida,
Com os pés em terra firme,
seus pés descalços.


Hernandez, Aparecido Donizetti
29/setembro/2008 – 19h48

Poema de Coração

POEMA DE CORAÇÃO

O poema que te faço
Hoje é de coração
Nele vou expressar tudo
De amor e de paixão
O tesão deixo de lado
Dos versos apaixonados
Vou deixá-lo bem guardado
Para outra ocasião
Mas tu pode ter certeza
Num momento de clareza
Num encontro definido
Vou cumprir a gentileza
Com versos despudorados
Com beijos bem mais molhados
Eu te faço outro poema
Onde tudo vale a pena

Adriano Hungaro

Sede Infinita de Amar

SEDE INFINITA DE AMAR

De canto em canto
Eu enxugo o teu pranto
Sou tua paz colorida
Teus desenhos de vida
Sou dentro de ti
Crepúsculos, antemanhãs e alegrias

Sou teu verso sem causa
Sou teu corpo sem alma
O poço de medos
Olhares, desejos
Sou dentro de ti
Um poema escorreito

No acaso do encontro
Eu sou teu conto
E sou a passagem do vento
Soprando por dentro
Sou dentro de ti
O melhor sentimento

Sob sol e chuva
Sobre terra e fogo
Sobre mar e ar
Sou a tua melhor emoção
A sede da grande paixão
Sou dentro de ti

A sede infinita de amar!


Adriano Hungaro

Por onde andou?

Por onde andou?
Thaís Helena

Por onde andou este tempo todo?
Te procurei pelo mundo...
Chamei-o em meus sonhos...
Subi pelas montanhas...
Escorreguei pela neve...
Mergulhei no mar...
Pra te encontrar...
Por onde andou este tempo todo???
Esperei por você...
Procurei em meus sonhos...
Enfrentei bruxas e dragões,
Corri de cobras e leões.
Esperei por você em minhas ilusões...
Por onde andou este tempo todo??
Me perdi no tempo,
me perdi ao relento,
supliquei ao vento
pra trazer você de volta para mim.
E, neste momento,
lágrimas se derramaram.
O sol se abriu...
Um arco-íris se formou no céu azul,
e aqui está você...
De volta para mim.

sábado, 27 de setembro de 2008

Amor a Distância

Amor a Distância

CrisMaia

Quantas vezes eu já não toquei o vazio,
na esperança de te sentir.
Quantas vezes eu já não ergui minha mão,
com vontade de acariciar teu rosto ... ou secar uma lágrima.
Quantas vezes eu não fechei os meus olhos,
para poder visualizar tua boca sorrindo...
enquanto eu sentia que tu
sorria... do outro lado.

Sinto tanto a tua falta...
Falta do teu calor...
Falta dos teus beijos...
Falta do teu olhar...

Mas a tua voz me aquece , me acaricia ,
me embala nas minhas noites vazias...
E a esperança preenche meus sonhos.
A esperança de que não tarde o próximo dia em que vamos nos encontrar.
E de que não tarde, o dia em que não vamos mais nos separar...

Velho Poeta

VELHO POETA
Ailuj · Niterói (RJ) · 21/9/2008.

O poeta está cansado
rimas ja nem sabe fazer
sua voz falha ao falar
as mãos tremem ao escrever

Seus olhos enevoados
vagam pelo horizonte
viajando num passado
agora muito distante

Sozinho na noite fria
sob a lua prateada
uma lágrima rola em silêncio
na sua face enrugada

Suas lembranças vão longe
nas noites de boemias
quando encantava a todos
com suas belas poesias

Saudades de tempos idos
quando tinha inspiração
pra criar versos e trovas
nas noites do seu sertão

O velho poeta sofre
ao passado relembrar
quando era elogiado
por seu belo versejar

Hoje está esquecido
quase nao o lembram mais
vieram novos poetas
e o deixaram pra trás.

Seus lábios ressecados
já não conseguem sorrir
e dos olhos tão cansados
a lágrima cisma em cair

Um dia o poeta deixou
muitas moças apaixonadas
em serenatas nas janelas
nas noites enluaradas

Cada dia era uma musa
cada noite era uma festa
hoje só resta a solidão
no coração do poeta.

O tempo não perdôa
ele leva tudo embora
hoje o velho poeta vive
das lembranças de outrora
Ju sobre a obra

"Minha homenagem ao dia Internacional do Idoso, comemorado no Brasil em 27 de Setembro"

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Feliz Primavera

Feliz primavera!

Em cada primavera...
Um doce sonhar
Um difícil esperar
Um triste querer
Uma vontade de amar.

Um descanso no jardim
Um olhar no horizonte
Uma saudade que insiste
Um amor não sei onde.

Um desejo que fica
Pensamentos que voam
Uma solidão que se instala
Um amor que cala.

Uma alma que espera
Um coração que se aperta
Se enche de esperança
Em cada primavera...

Ká Butterfly

Desordem

DESORDEM

A casa em desordem,
lâmpadas apagadas.
Folhas secas no quintal.
Botões de rosa fechados.
Amores ocultos
caminham além
no fundo dos meus olhos.
Folheio livros sagrados...
faço orações.
A desordem apaga as estrelas.

(Raimundo Lonato)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Sei que vou...

Sei que vou...

Sei que um dia vou morrer.
Quando tal acontecer,
Deixo-te as rosas e o vento,
Deixo-te a chuva e o sol,
O cantar do rouxinol,
Minha alma
E meu pensamento.
Deixo-te a nuvem que passa
E que o vento faz correr,
Deixo-te o encanto e a graça
De uma papoila a crescer,
Deixo-te as ondas do mar
Que se desmancham na areia,
Deixo-te o ténue luar
Em noites de lua cheia,
Deixo-te a flor e a beleza
Dos poemas que escrevi
E deixo-te a natureza...
Quando o teu tempo findar
E tu te fores daqui,
Nalgum lugar hei de estar
Só esperando por ti.
E ao partires, deixaremos
Plantados, como uma palma,
Os poemas que escrevemos.
Os filhos da nossa alma.

José M. Raposo