A iniciativa pretende a maior divulgação de poemas e poesias, que circulam na Internet. Somente serão postados poemas e poesias com a identificação do autor ou autora, se você encontrar um poema ou poesia sua nesse blog e quiser divulgar sua biografia, contato e foto enviem e-mail para www.hernandez.aparecidodonizetti@gmail.com
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Astro proibido
Dependo das tuas cores,
para pintar a minha vida!
Mas tu não apareces
só para mim...
E as tuas cores
não passam despercebidas...
Cada vez que te olham
roubam-me um bocado
de ti...
E fazes-me tanta falta...
...
Sou cada vez mais,
nuvem alta,
pálida,
em dispersão
na imensidão
deste céu,
todo Teu,
que nunca deixarás
ser meu...
Escrito por João Da Cal
Mudou...
Unto-me dos pedaços de ti
que foram ontem
depois que desacertei o coração
e me apaixonei pela desilusão
feito um bobo tufão manso.
Urso imoral tão inocente,
acreditei ninar dentro do peito
folguedos acesos
tesões paridos
olhares proibidos
escravizando medos...
Findo-me a formiguinha
esse imenso trovão dentro do peito
tornado tudo o que desfeito
e tive noutra razão
desamando com o mesmo coração
o outro teu que eu tanto amava!
Paulino Vergetti Neto
Publicado no Recanto das Letras em 29/11/2007
Código do texto: T757490
Ilha
Deitada és uma ilha E raramente
surgem ilhas no mar tão alongadas
com tão prometedoras enseadas
um só bosque no meio florescente
promontórios a pique e de repente
na luz de duas gémeas madrugadas
o fulgor das colinas acordadas
o pasmo da planície adolescente
Deitada és uma ilha Que percorro
descobrindo-lhe as zonas mais sombrias
Mas nem sabes se grito por socorro
ou se te mostro só que me inebrias
Amiga amor amante amada eu morro
da vida que me dás todos os dias
David Mourão Ferreira
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
chorei
...Chorei na hora do banho.
A água do chuveiro levou
minhas lágrimas para tão longe...
Hoje a minha alegria espanta
todas as horas de saudade
e... pranto.
Raimundo Lonato
...chorei...
...Chorei na hora do banho.
A água do chuveiro levou
minhas lágrimas para tão longe...
Hoje a minha alegria espanta
todas as horas de saudade
e... pranto.
Raimundo Lonato
Sonho de amor
Sonho de Amor
Teu rosto reflete em meu amanhecer
Cada manhã ao despertar !
Busco teus olhos e vejo o mar
Um mar de amor onde quero estar...
Penso em teus doces beijos
Em tua pele suave como seda
Teu aroma tão doce
Como o vento da primavera...
Tua voz é como o mais belo cantar
Que chegam aos meus ouvidos
Conseguindo me enfeitiçar
Quando ouço de tua boca que só a mim irá amar...
Voce é o mar, o céu e a terra
Que todo homem sonhara em conquistar
Não sei se vivo um sonho, e se vivo !!!
Favor não me acordar...
Beijos de luz
ઇઉ♥๑Ana Flor:
Quantos mares...
Quantos mares...
Fala-me esse mar
por furiosas ondas agitadas
que pode haver melhor estrada
que não o meu naufrágio.
Um mar há dentro de mim também
que recluso e sem ninguém
viaja a mares distantes.
E longe desta praia onde habito
moram os fantasmas dos meus castigos
via-crúcis cruel que se debate
onde há mar que vai
onde há mar que vem
onde há amor que chega
onde há amor que sai.
Fala-me esse mar
em tudo o que desacredito
e cala-se no peito o grito
cheio do silêncio de minhas verdades
e saio à procura de ti
tendo em mim deixado atalhos
e um rude mar cheio do espinhos
Paulino Vergetti Neto
Publicado no Recanto das Letras em 28/11/2007
Código do texto: T756035
A vida devia ser assim...
A vida devia ser assim...
só reticências...
Sem ponto final.
"Se eu fosse um sinal ortográfico,
eu seria reticências...
dando margem à imaginação...
dando espaço para você fazer seu próprio fim...
abrindo um horizonte de possibilidades...
deixando sempre em aberto...sem ponto final...
Muitas vezes exclamações!
Aqui no meu mundo de reticências...
a poesia nunca tem fim... não tem ponto final,
tem continuidade nas entrelinhas das reticências ...
Tem sempre uma possibilidade...
não precisa ter fim...“
(Maga Froes)
A vida devia ser assim...
A vida devia ser assim...
só reticências...
Sem ponto final.
"Se eu fosse um sinal ortográfico,
eu seria reticências...
dando margem à imaginação...
dando espaço para você fazer seu próprio fim...
abrindo um horizonte de possibilidades...
deixando sempre em aberto...sem ponto final...
Muitas vezes exclamações!
Aqui no meu mundo de reticências...
a poesia nunca tem fim... não tem ponto final,
tem continuidade nas entrelinhas das reticências ...
Tem sempre uma possibilidade...
não precisa ter fim...“
(Maga Froes)
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Visita estranha
Visitam-me o peito
loucos relâmpagos
murchos crisântemos
amores desfeitos.
E sinto o cheiro das fantasias
e o mundo é um labirinto,
a alma de minha poesia,
e me trovejam dores
e provo outros sabores
e paro crias!
Pontuam-me saudades
e sou um homem frágil,
verões de piedade,
invernos de alforrias
e a chuva dá-me beijos
e o sol queima-me os desejos
e revisitam-me o peito
trovões, relâmpagos e agonias.
Paulino Vergetti Neto
Publicado no Recanto das Letras em 26/11/2007
Código do texto: T753212